UMinho leva futuros engenheiros aeroespaciais aos céus do Alto Minho

Programa “PAM Aero” junta este sábado 90 estudantes no Aeródromo do Cerval. O dia inclui batismos de voo em ultraleves, lançamento de minifoguetes e um balão atmosférico.

Cerca de 90 estudantes da licenciatura e do mestrado em Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho (UMinho) vão trocar as salas de aula pelas pistas de aviação este sábado, dia 27 de junho. O ponto de encontro é o Aeródromo do Cerval, em Vila Nova de Cerveira, palco da primeira edição do Programa de Adaptação ao Meio Aéreo — “PAM Aero”, nascido de uma parceria estratégica com o Aeroclube do Alto Minho.

O grande objetivo da iniciativa é tirar a engenharia do papel e aproximar os universitários da realidade prática do setor. Em entrevista à rádio RUM, Gustavo Dias, diretor do Mestrado em Engenharia Aeroespacial da UMinho, sublinhou que os alunos “vão ser expostos a uma prática de voo, interagir com engenheiros já formados e com pilotos, criando uma relação mais próxima entre a teoria e a prática”.

Batismo de voo em ultraleves para estreantes

O momento mais ansiado e emotivo da jornada será o batismo de voo em aeronaves ligeiras (ultraleves), uma experiência desenhada especificamente para os caloiros do primeiro ano do curso.

Para a larga maioria destes jovens, este será o primeiro contacto real a bordo de um cockpit de pequena escala, algo que o diretor de mestrado classifica como um marco “transformador” no percurso académico, capaz de cimentar o entusiasmo e a paixão pela carreira aeronáutica e espacial.

Foguetes, balões e acrobacias: Um dia de alta altitude

A agenda do “PAM Aero” estende-se ao longo de todo o dia e foi estruturada de forma a testar diferentes competências científicas e mecânicas dos futuros engenheiros:

  • 08h24 – Lançamento de Balão Atmosférico: Abertura das atividades com a largada de uma sonda para recolha de dados em altitude.
  • 09h00 às 12h00 – Oficina Prática: Uma aula intensiva de mecânica aeronáutica aplicada diretamente nas aeronaves do aeroclube.
  • Sessões Teórico-Práticas: Painéis dedicados à Fisiologia Humana e às limitações do corpo no ambiente aeronáutico, complementados por desafios e demonstrações de acrobacia aérea.
  • 16h00 – Missão Minifoguetes: O culminar do dia fica a cargo dos alunos do segundo ano, que vão lançar seis minifoguetes desenvolvidos de raiz em contexto letivo.

Os projéteis, com cerca de 1,5 metros de altura, foram inteiramente calculados e construídos pelos estudantes em trabalhos de grupo. O desafio técnico obriga a que os engenhos façam um voo sustentado de até cinco minutos na vertical antes de acionarem um sistema de paraquedas para regressarem ao solo sem danos estruturais, provando a eficácia dos conhecimentos de aerodinâmica adquiridos na UMinho.

Do lado do clube arsenalista, o foco da participação está focado na transmissão de ferramentas práticas que preparem os participantes para o futuro. Elsa Pereira, diretora de marketing do SC Braga, defende que o papel do clube “não pode esgotar-se só na competição”.

Acrescenta que o projeto vai ajudar os jovens a adquirir uma série de competências, “desde o trabalho em equipa, à discussão de ideias, à procura de soluções, até à forma como se apresenta estas ideias”, oferecendo ferramentas essenciais para abordar os desafios de forma mais estruturada no futuro.

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