O Monte da Consolação volta a transformar-se num autêntico povoado ancestral, reunindo recriações históricas, música, gastronomia e rituais que celebram a ligação secular entre o Minho e a Galiza.
O Monte da Consolação, em Nogueiró, Braga, recebe até domingo a 16.ª edição do Festival Castro Galaico, uma iniciativa que convida visitantes de todas as idades a viajar no tempo e a descobrir as raízes comuns que unem o Norte de Portugal e a Galiza.
Ao longo de três dias, o festival recria o ambiente dos antigos povos castrejos através de um vasto programa de atividades que combina história, património, música, tradições ancestrais e animação permanente, transformando aquele espaço num verdadeiro centro de celebração da identidade galaico-castreja.
Uma viagem às origens de Braga
A cerimónia de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, acompanhado pelo vice-presidente, Altino Bessa, que visitaram o povoado recriado dos Brácaros, um dos principais atrativos do certame.
A recriação histórica recorda a importância do Monte da Consolação na história da região, tradicionalmente associado à resistência dos Brácaros perante a invasão romana e às origens do nome da cidade de Braga.
O percurso pelo povoado permite aos visitantes conhecer costumes, modos de vida e tradições que marcaram uma das civilizações mais importantes da Península Ibérica antes da romanização.
História, cultura e tradição de mãos dadas
Ao longo do fim de semana, o Festival Castro Galaico oferece uma programação diversificada que inclui recriações históricas, atuações musicais, demonstrações de artes e ofícios tradicionais, rituais inspirados na cultura celta, gastronomia e diversas atividades para toda a família.
O objetivo passa por valorizar um património histórico comum entre Portugal e a Galiza, promovendo simultaneamente o conhecimento da cultura castreja e reforçando os laços históricos existentes entre os dois territórios.
O ambiente envolvente do Monte da Consolação proporciona ainda um cenário privilegiado para esta celebração da memória coletiva, permitindo aos visitantes viver uma experiência imersiva num espaço de elevado valor histórico e paisagístico.
João Rodrigues destaca a identidade de Braga
Durante a inauguração do festival, João Rodrigues sublinhou a importância desta iniciativa para a valorização da identidade histórica da cidade.
O presidente da Câmara considerou que o Festival Castro Galaico representa “uma celebração viva da identidade de Braga e da sua ligação secular à Galiza”, defendendo que este património deve continuar a ser preservado e transmitido às novas gerações.
O autarca salientou ainda que iniciativas desta natureza contribuem para reforçar o conhecimento da história local, aproximando a comunidade das suas origens e promovendo a valorização do património cultural.
Organização reconhecida pelo trabalho desenvolvido
João Rodrigues aproveitou igualmente a ocasião para enaltecer o trabalho desenvolvido pela União de Freguesias de Nogueiró e Tenões e pelas restantes entidades envolvidas na organização do evento.
Segundo o presidente da autarquia, o empenho demonstrado ao longo das últimas dezasseis edições permitiu consolidar o Festival Castro Galaico como uma referência cultural na região, assegurando a continuidade de um projeto que promove a história, o turismo e a identidade local.
Um festival que une dois povos através da história
Ao celebrar as raízes comuns entre o Minho e a Galiza, o Festival Castro Galaico continua a afirmar-se como um dos principais eventos dedicados à cultura castreja em Portugal.
Mais do que uma recriação histórica, a iniciativa constitui um espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, reforçando a importância da preservação da memória coletiva e da valorização de um património que continua a marcar a identidade de Braga e de toda a região do Noroeste Peninsular.
































