Empresa reforça investimento na modernização da gestão de resíduos, apela à separação seletiva e quer continuar a liderar a transição para uma economia mais circular nos seis concelhos que serve.
A Braval assinala esta quarta-feira o seu 30.º aniversário, celebrando três décadas dedicadas à recolha, tratamento e valorização de resíduos urbanos nos concelhos de Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde.
Nesta data simbólica, a presidente do Conselho de Administração, Alexandra Roeger, reafirma o compromisso da empresa com a sustentabilidade ambiental, a inovação tecnológica e a melhoria contínua dos serviços prestados às populações, sublinhando que o futuro passa por investir em soluções cada vez mais eficientes e amigas do ambiente.
Investimento para tornar a operação mais eficiente
Em declarações ao Diário do Minho, Alexandra Roeger explicou que a Braval atravessa atualmente uma fase de forte investimento na modernização dos seus processos de tratamento e valorização de resíduos.
A responsável considera, no entanto, essencial o acesso a novos mecanismos de financiamento que permitam acelerar os projetos previstos e incorporar tecnologias mais avançadas.
«Seria muito importante para nós podermos contar com apoios para realmente trazermos a melhor tecnologia, para sermos cada vez mais sustentáveis, mais eficazes e mais eficientes na nossa operação e, consequentemente, na prestação de serviços à comunidade.»
Segundo a presidente do Conselho de Administração, estes investimentos permitirão aumentar a eficiência operacional, reduzir o impacto ambiental e oferecer um serviço cada vez mais qualificado aos municípios e aos cidadãos.
Educação ambiental continua a ser prioridade
A sensibilização da população continua a ocupar um lugar central na estratégia da empresa.
Alexandra Roeger reforça a importância da separação correta dos resíduos e apela à utilização dos ecopontos e, futuramente, dos contentores destinados aos biorresíduos.
O objetivo passa por aumentar as taxas de reciclagem e reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterro, beneficiando simultaneamente o ambiente e os consumidores.
«Por favor usem os ecopontos, separem os biorresíduos. Todos ficam a ganhar.»
A responsável recorda que, quanto maior for a quantidade de resíduos reciclados e valorizados, menores serão os custos associados ao tratamento e deposição em aterro, refletindo-se positivamente na sustentabilidade do sistema.
Alterações climáticas exigem novas atitudes
Para Alexandra Roeger, os desafios colocados pelas alterações climáticas tornam ainda mais urgente a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis.
Além da reciclagem, defende uma maior consciencialização para:
- Redução da produção de resíduos;
- Consumo mais sustentável;
- Separação correta dos materiais recicláveis;
- Valorização dos biorresíduos.
A dirigente considera que, apesar das inúmeras campanhas de sensibilização desenvolvidas pela Braval e por outras entidades, ainda existe margem significativa para melhorar os hábitos de separação seletiva nas habitações.
Braval abre portas à comunidade
A empresa pretende também aproximar os cidadãos da realidade da gestão de resíduos, promovendo visitas às suas instalações.
Segundo Alexandra Roeger, conhecer todo o processo permite perceber melhor a importância da separação correta e as dificuldades causadas quando os resíduos chegam misturados.
«Quando os resíduos vêm todos misturados, o tratamento torna-se mais difícil, mais demorado e mais dispendioso, acabando esses custos por refletir-se em todo o sistema.»
As visitas decorrem, preferencialmente, às quartas-feiras durante a tarde, mediante marcação prévia para grupos interessados.
Três décadas ao serviço da região
Ao celebrar 30 anos de atividade, a Braval reafirma a intenção de continuar a desempenhar um papel determinante na gestão sustentável de resíduos na região do Cávado, apostando na inovação, na educação ambiental e na melhoria contínua dos serviços.
Com novos investimentos em curso e uma estratégia orientada para a economia circular, a empresa pretende responder aos desafios ambientais das próximas décadas, contribuindo para um território mais sustentável e para uma maior qualidade de vida das populações que serve.






























