Rejeição de dois decretos sobre habitação abriu nova crise política em Espanha. O primeiro-ministro vai analisar nos próximos dias a possibilidade de antecipar as legislativas, embora o Governo diga que esse cenário não está atualmente em cima da mesa.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, abriu um “período de reflexão” depois de o Congresso dos Deputados ter rejeitado esta sexta-feira os dois decretos do Governo sobre habitação.
Fontes do Executivo espanhol confirmaram que Sánchez vai analisar nos próximos dias as diferentes opções para ultrapassar o bloqueio parlamentar e recuperar as medidas previstas nos decretos. Entre os cenários em avaliação está a possibilidade de antecipar as eleições gerais, embora Moncloa sublinhe que, neste momento, não está a trabalhar numa convocação eleitoral imediata.
A decisão surge depois de o Congresso ter chumbado as duas iniciativas legislativas apresentadas pelo Governo para responder à crise da habitação.
Dois decretos de habitação chumbados
Os dois decretos incluíam medidas destinadas a reforçar a proteção dos arrendatários e a responder ao problema do acesso à habitação.
O primeiro decreto foi rejeitado pela maioria formada por Partido Popular (PP), Vox, Junts e União do Povo Navarro (UPN). A derrota parlamentar implica a queda das medidas previstas no diploma.
O segundo decreto também acabou por ser rejeitado no Congresso, confirmando o revés político para o Executivo de Sánchez.
Governo procura alternativas
Depois da votação, fontes do Governo indicaram que é necessário analisar como recuperar as medidas incluídas nos decretos e encontrar soluções para responder ao problema da habitação.
A possibilidade de eleições antecipadas não foi afastada. No entanto, as mesmas fontes salientam que o Executivo não está, neste momento, numa fase de preparação de uma convocatória eleitoral.
Sánchez deverá discutir a situação com o seu núcleo político nos próximos dias antes de tomar uma decisão.
Oposição pede eleições
A rejeição dos decretos levou também o Partido Popular a voltar a exigir a convocação de eleições gerais. Fontes do partido liderado por Alberto Núñez Feijóo afirmaram que estão preparados para um eventual ato eleitoral antecipado.
O Governo espanhol enfrenta assim um novo período de incerteza parlamentar, depois de o Congresso ter recusado duas medidas consideradas prioritárias pelo Executivo na área da habitação.
Para já, não existe uma decisão anunciada sobre a antecipação das eleições. Sánchez iniciou um período de reflexão e deverá avaliar nos próximos dias os diferentes cenários políticos.



































