Movimento VSC quer auditoria independente às contas da SAD do Vitória

Estrutura liderada por Viriato Sampaio entregou requerimento para que os sócios discutam e votem a realização de uma auditoria às contas do clube e da SAD entre julho de 2022 e junho de 2026.

O Movimento VSC, liderado por Viriato Sampaio, avançou com um pedido formal para a realização de uma auditoria económico-financeira independente à Vitória Sport Clube – Futebol, SAD.

O requerimento foi apresentado ao presidente da Mesa da Assembleia Geral do Vitória Sport Clube, Luís Filipe de Almeida e Silva, e pretende que a realização da auditoria seja incluída como um ponto autónomo da ordem de trabalhos da Assembleia Geral Ordinária prevista para outubro.

A proposta terá de ser agora apreciada pelos associados, que serão chamados a discutir e votar a realização da auditoria.

Auditoria abrangeria quatro anos de atividade

De acordo com a proposta apresentada pelo Movimento VSC, a análise deverá abranger o período compreendido entre 1 de julho de 2022 e 30 de junho de 2026.

O movimento defende que o trabalho seja realizado por uma entidade externa e independente, com experiência comprovada, admitindo ainda a utilização de procedimentos de natureza forense sempre que tal seja considerado tecnicamente justificado pela entidade responsável pela auditoria.

Financiamentos, transferências e relações entre clube e SAD

O âmbito proposto é abrangente e inclui a análise da situação económico-financeira da SAD, dos financiamentos contraídos, dos respetivos custos e garantias, bem como das relações financeiras estabelecidas entre o Vitória Sport Clube e a sociedade anónima desportiva.

A auditoria deverá ainda analisar operações com partes relacionadas, transferências de jogadores e respetivas comissões, além de outras operações consideradas materialmente relevantes durante o período em causa.

Segundo o Movimento VSC, o objetivo passa por obter uma análise independente sobre as principais operações realizadas e sobre a situação financeira e patrimonial do universo Vitória.

Movimento rejeita ideia de suspeita de irregularidades

Na fundamentação do pedido, o movimento liderado por Viriato Sampaio faz questão de sublinhar que a iniciativa não parte de uma presunção de irregularidade nem pretende antecipar conclusões sobre a gestão da instituição.

A intenção, segundo o movimento, é criar uma base factual e independente que permita aos associados conhecer com maior profundidade a situação económico-financeira e as principais decisões tomadas durante o período em análise.

“A transparência, o escrutínio e a prestação de contas devem constituir práticas normais de uma instituição com a dimensão, a história e a responsabilidade do Vitória Sport Clube”, defende o Movimento VSC.

“Queremos factos, transparência e informação independente”

Na comunicação dirigida à Mesa da Assembleia Geral, o movimento rejeita igualmente que o pedido tenha como objetivo alimentar divisões internas ou promover julgamentos antecipados.

“Não procuramos julgamentos antecipados nem alimentar divisões. Queremos factos, transparência e informação independente”, afirma o Movimento VSC, acrescentando que uma instituição forte “não deve recear o escrutínio” e deve, pelo contrário, promovê-lo.

A estrutura liderada por Viriato Sampaio considera ainda que a decisão sobre a realização da auditoria deve caber aos sócios, através da Assembleia Geral.

Pedido comunicado aos órgãos sociais

Antes da formalização do requerimento, Viriato Sampaio terá contactado pessoalmente o presidente da Mesa da Assembleia Geral, transmitindo-lhe a intenção de avançar com a iniciativa e os princípios que estão na sua origem.

O Movimento VSC solicitou igualmente que o pedido seja comunicado formalmente ao presidente da Direção, presidente do Conselho Fiscal e presidente do Conselho de Jurisdição do Vitória Sport Clube.

Conclusões seriam apresentadas aos sócios

Caso a auditoria seja aprovada, o Movimento VSC propõe que as suas conclusões sejam posteriormente apresentadas em Assembleia Geral.

Está também prevista a elaboração de uma síntese executiva destinada aos associados, salvaguardando informação que esteja legalmente protegida por deveres de confidencialidade.

Para o movimento, o processo permitiria ainda estabelecer uma referência independente sobre a situação financeira, patrimonial e contratual do clube e da SAD, podendo contribuir para uma melhor distinção entre diferentes ciclos de gestão.

A decisão está agora nas mãos dos associados do Vitória, que terão de se pronunciar em Assembleia Geral sobre a realização da auditoria.

“O Vitória pertence aos seus associados”, conclui o Movimento VSC.

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