Suspeito, de 50 anos, é ainda acusado de ameaçar de morte familiares. Ficou sujeito a apresentações bissemanais às autoridades e proibido de contactar familiares e de frequentar determinadas zonas.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 50 anos suspeito de incendiar o automóvel de um familiar e de ameaçar de morte vários membros da família, em Esposende. Na origem dos conflitos estarão divergências relacionadas com partilhas.
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a PJ explica que os factos remontam a 5 de agosto, quando o suspeito se deslocou à residência de um familiar e ateou fogo ao veículo, que se encontrava estacionado na via pública. Para provocar o incêndio, terá recorrido a um isqueiro e a material acelerante.
As chamas destruíram completamente a viatura e provocaram danos avultados, existindo ainda o risco de propagação do fogo às habitações próximas.
Segundo a Polícia Judiciária, os prejuízos não foram maiores devido à rápida intervenção dos bombeiros, que conseguiram extinguir as chamas.
Histórico de ameaças contra familiares
De acordo com a investigação, o suspeito terá protagonizado uma escalada de violência, existindo um histórico de ameaças de morte dirigidas a familiares, nomeadamente ao cunhado e a duas irmãs.
Após o incêndio, o homem colocou-se em fuga, tendo sido agora localizado e detido pela Polícia Judiciária.
O suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, no âmbito do qual lhe foram aplicadas medidas de coação que incluem apresentações bissemanais às autoridades policiais, proibição de contactos com determinados familiares e proibição de frequentar algumas zonas próximas das residências destes.
Está indiciado pela prática de um crime de incêndio em veículo e dois crimes de ameaça.
Carro ficou completamente destruído pelas chamas
O incêndio ocorreu na freguesia de Antas, em Esposende, e foi noticiado na altura pelo jornal O MINHO.
O alerta foi dado por um vizinho, que ouviu barulho seguido de um estrondo. Quando os bombeiros chegaram ao local, o automóvel já estava totalmente tomado pelas chamas.
A ocorrência foi inicialmente registada pela GNR, mas a investigação ficou a cargo da Polícia Judiciária, que acabou por deter o suspeito.
































