Bloco quer ligação ferroviária entre Braga e Guimarães e uma nova linha Barcelos-Porto

O Bloco de Esquerda apresentou, na Assembleia da República, um projeto de resolução com vista a reforçar o investimento na ferrovia no distrito de Braga, que propõe a requalificação das linhas ferroviárias, a ligação direta entre Braga e Guimarães, a criação de uma linha suburbana entre Barcelos e Porto e a integração modal, horária e tarifária de todos os modos de transportes públicos, avançou o partido em nota de imprensa.

Em declarações à imprensa, o deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo circulo eleitoral de Braga, José Maria Cardoso, relembra que esta iniciativa surge na sequência da campanha eleitoral, onde o partido demonstrou que “o comboio não é uma alternativa viável, porque, atualmente, uma viagem entre Braga e Guimarães, que distanciam 25 quilómetros entre si, demora mais de duas horas”.

O deputado bloquista criticou “décadas de favorecimento do automóvel individual” e defende que “o direito efetivo à mobilidade só pode ser universal com base em transportes públicos coletivos”, uma vez que “sem essa transição para uma mobilidade cada vez mais coletiva e mais elétrica, nenhuma meta de descarbonização do país será cumprida”.

Segundo o deputado, no distrito de Braga, residem quase um milhão de pessoas (956.185), existem pólos universitários da Universidade do Minho e do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e inúmeras zonas industriais, o que implica muitos movimentos pendulares, principalmente entre as cidades do quadrilátero – Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães – que justifica a aposta nos transportes ferroviários de forma a diminuir a emissão de gases com efeitos de estufa provocados pelos transportes rodoviários.

“É fundamental não adiar mais nem encontrar desculpas para protelar medidas efetivas para desenvolver a rede de transportes públicos no distrito de Braga, porque há muito que a população ouve falar no desenvolvimento da ferrovia mas esta tarda em chegar, pelo que o Bloco de Esquerda considera essencial que não se adie mais este investimento urgente”, conclui.

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