Cronologia dos principais acontecimentos relacionados com o surto do novo coronavírus detetado na China (Covid-19) e que causa pneumonias virais, uma epidemia que já infetou mais de 185 mil pessoas e provocou mais de 2.500 mortos.

31 de dezembro de 2019 — O gabinete da Organização Mundial de Saúde da China (OMS) informa sobre mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados em Wuhan, na província de Hubei.

1 de janeiro de 2020 — É encerrado o mercado de pescado e carne de onde se suspeita que possa ter vindo a contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.

4 de janeiro de 2020 — São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas. O agente causador é ainda desconhecido.

10 e 11 de janeiro – As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes. A China partilha a sequência genética do novo coronavírus com a comunidade internacional para desenvolver diagnósticos específicos.

13 de janeiro — É registado o primeiro caso confirmado do novo coronavírus fora da China, na Tailândia.

15 de janeiro — Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV.

Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é “uma hipótese no momento a ser equacionada”.

20 de janeiro — Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos, quando até então se pensava que podia não ocorrer.

21 de janeiro – É detetado o primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington que tinha regressado da cidade de Wuhan.

22 de janeiro — Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo, com as autoridades de saúde a cancelar voos e saída de comboios.

Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem em alerta o Hospital de São João, no Porto, o Curry Cabral e Estefânia, em Lisboa.

23 de janeiro – OMS reúne o seu comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional, mas decide não a decretar.

As autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a cerca de 70 quilómetros de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes.

Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.

24 de janeiro — Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.

25 de janeiro — Governo de Pequim decide suspender as viagens organizadas na China e ao estrangeiro.

Austrália anuncia primeiro caso confirmado e Hong Kong declara estado de emergência.

Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.

27 de janeiro — Primeira morte confirmada em Pequim.

O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia (UE) que adotem “medidas rigorosas e oportunas” para controlo do novo coronavírus.

28 de janeiro – O Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos cidadãos franceses em Wuhan.

Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes com o 2019-nCoV que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por doentes provenientes de Wuhan.

29 de janeiro — Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan.

Finlândia confirma primeiro caso.

A Rússia encerra a sua fronteira terrestre com a China ao tráfego rodoviário e ligações ferroviárias.

Divulgado estudo genético que confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.

30 de janeiro — OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.

31 de janeiro — Governo dos Estados Unidos decide proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei.

O Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.

Reino Unido confirma dois casos do novo coronavírus, quando a epidemia já chegou a 20 países.

01 de fevereiro — Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.

02 de fevereiro – Avião da Força Aérea Portuguesa que transportou os 18 portugueses retirados da cidade de Wuhan aterra ao princípio da noite na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa. A bordo seguiam também duas cidadãs brasileiras que viajaram para Portugal. Vão ficar em isolamento voluntário por 14 dias.

As Filipinas anunciam o primeiro caso mortal do novo coronavírus no país, sendo também o primeiro fora da China.

03 de fevereiro — Análises aos repatriados por Portugal deram negativo para o coronavírus, mas permanecem em quarentena voluntária em instalações providenciadas pelo Ministério da Saúde.

OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus.

04 de fevereiro — OMS avisa que o surto do novo coronavírus não é ainda uma pandemia.

11 de fevereiro — A OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.

13 de fevereiro – As autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.

14 de fevereiro – Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.

15 de fevereiro — Os repatriados por Portugal deixam as instalações do Pulido Valente.

16 de fevereiro — Terceira morte pelo novo coronavírus confirmada fora da China, num turista chinês que estava de visita a França.

18 de fevereiro — O diretor do hospital Wuchang, na cidade chinesa de Wuhan, centro do novo coronavírus, morre de uma pneumonia resultante do Covid-19

19 de fevereiro – Passageiros do navio cruzeiro sob quarentena a sul de Tóquio começaram a desembarcar, depois de concluído o período de isolamento.

Autoridades iranianas confirmam dois primeiros casos de Covid-19 no Irão.

Comissão Europeia anuncia que vai cofinanciar o repatriamento de cidadãos da União Europeia que estavam a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess, atracado no Japão, através de aviões que saem de Itália

A agência estatal iraniana IRNA avança que dois iranianos morreram devido ao Covid-19, poucas horas depois de terem sido confirmado os primeiros dois casos de infeção naquele país

20 de fevereiro – Um terço dos casinos reabre em Macau.

Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos.

Coreia do Sul regista a primeira morte por Covid-19.

Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.

21 de fevereiro – Autoridades chinesas anunciam que surto está “sob controlo”, depois de a atualização diária mostrar que 14 das 34 províncias e regiões autónomas do país não detetaram novos casos.

Patrocinadores da maratona de Pyongyang de 2020, que atrai milhares de visitantes anualmente à Coreia do Norte, anunciam cancelamento da prova.

Líbano confirma primeiro caso no país e está a acompanhar dois casos suspeitos.

Autoridades italianas confirmam a existência de 16 pessoas infetadas e outras 250 em observação e encerram espaços públicos em pelo menos 10 cidades.

Itália regista primeira vítima mortal, um cidadão italiano de 78 anos.

22 de fevereiro – Irão vai fechar escolas, universidades e centros educativos em duas cidades, incluindo em Qom (centro), onde foram registados os dois primeiros casos e mortes por coronavírus no país.

23 de fevereiro – Autoridade japonesas confirmam que o português Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao Covid-19.

Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde desde a fundação do regime comunista, em 1949.

Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza para tentar travar a propagação do novo coronavírus.

Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifestou disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.

Kuwait e o emirato do Bahrein anunciam primeiros casos de pessoas infetadas com o Covid-19, indivíduos que regressaram do vizinho Irão, que registou 43 casos e oito mortes.

24 de fevereiro – Direção-Geral da Saúde informa que deu negativo o caso suspeito de infeção por Covid-19, um cidadão proveniente de Milão, que foi encaminhado para o Hospital de São João, no Porto.

Trata-se do 13.º caso suspeito de infeção com Covid-19 em Portugal. Todos deram negativos.

Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19 e solicita ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças uma reavaliação de risco.

Autoridades italianas anunciam seis mortes devido ao novo coronavírus, que já infetou pelo menos 219 pessoas no país.

O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que o Governo português continua a insistir com as autoridades japoneses para que o português infetado retido no navio no Japão seja transferido para um hospital.

Ministério da Saúde do Irão nega “categoricamente” informações segundo as quais 50 pessoas teriam morrido em Qom devido ao novo coronavírus, frisando que até ao momento só estão registadas 12 mortes em todo o país.

O diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma “eventual pandemia” do novo coronavírus, considerando “muito preocupante” o “aumento repentino” de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão