A Câmara de Guimarães decidiu, em reunião da Proteção Civil Municipal, voltar a autorizar os eventos culturais do concelho, depois de estes terem sido suspensos por causa da polémica com um espetáculo de comédia de Nilton e da Pipoca Mais Doce. A diferença é que agora têm de ser autorizados pela delegada de saúde.

A reunião da Proteção Civil Municipal de Guimarães decidiu, esta terça-feira à tarde, autorizar de forma condicionada os eventos culturais do concelho. A partir de agora, e até nova decisão da Proteção Civil, todos os eventos e espetáculos culturais agendados para o concelho têm de passar pela aprovação da delegada de saúde.

Assim, sempre que uma entidade queira organizar um evento, mesmo que este esteja de acordo com as regras pré-estabelecidas pelo Governo e Direção-Geral da Saúde (DGS), tem de solicitar a prévia autorização ao Agrupamento de Centros de Saúde do Vale do Ave, onde as delegadas de saúde darão um parecer positivo ou negativo. A autorização deve ser requerida até um prazo de dez dias úteis antes da data de início do evento e aplica-se igualmente a espetáculos da Câmara ou organizados por empresas municipais.

Recorde-se que todos os eventos culturais foram suspensos no concelho de Guimarães, no passado domingo, depois de uma imagem de um espetáculo de comédia no pavilhão multiusos se ter tornado viral. A fotografia, publicada por Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce), acabou por gerar um coro de críticas contra a alegada falta de distanciamento social que parecia ter existido no evento.

A polémica obrigou a cooperativa municipal Tempo Livre, que gere o pavilhão multiusos, a comunicar que o evento cumpriu “todas as orientações e medidas de segurança impostas pela DGS e pela resolução do Conselho de Ministros n. 70-A/2020”. Ou seja, uma vez que esta resolução apenas obriga as salas de espetáculos a deixarem distância de uma cadeira de intervalo entre espectadores, sem qualquer distanciamento métrico, o evento estava de acordo com a lei.

Ainda assim, a Câmara acabaria por suspender temporariamente todos os eventos até à reunião da Proteção Civil Municipal que se realizou esta terça-feira de tarde. Ontem, o presidente da Câmara, Domingos Bragança, considerou que foi passada “uma imagem destrutiva para Guimarães”, um dos concelhos mais afetados pela covid-19 e onde a própria Câmara já recomendou que se utilizasse máscara na via pública para travar os focos de contágio comunitário existentes no concelho.

Nos últimos três dias, Guimarães registou mais 116 casos de covid-19, segundo os dados divulgados pela Câmara Municipal. Assim, até segunda-feira às 18.15 horas, havia 1331 casos em vigilância ativa. O número total de pessoas que contraíram covid-19 em Guimarães, desde o início da pandemia, é de 2092.

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