Em entrevista ao jornal brasileiro Esporte Interativo,

Hipótese Flamengo: “Não se recusa um clube como o Flamengo, um dos melhores clubes do mundo. Só uma circunstância especial faz com que um treinador não aceite um convite destes. Não foi uma questão de não querer, foi não poder. Realmente tive uma conversa em Lisboa com o Bruno Spindel e com o Marcos Braz [diretor de vice-presidente do Flamengo, respetivamente]. Apresentaram-me o projeto do Flamengo e fiquei encantado com o que ouvi. Um projeto espetacular, com todas as ideias, com a clareza e, porque não dizer, com a simplicidade e a inteligência das pessoas que estavam à minha frente. Foi das melhores conversas que tive sobre futebol numa aproximação que tive a um clube. Na altura, quando estava a viajar de Lisboa para Braga e estava entusiasmado. Cheguei a casa decidido a aceitar o convite, mas depois tive um contratempo.”

O que o levou a recusar a proposta: “A situação da minha família é muito importante para mim. Já trabalhei em vários países, mas sempre com a concordância e o apoio da minha família. Desta vez, com a circunstância da covid-19, houve muita resistência da parte da minha mulher, do meu filho e da minha filha. Não posso sair de casa sem a concordância da minha família. Não posso fazer isso, por muito bom que seja o projeto. A questão financeira até é a menos importante. Naquele momento fiquei extremamente desapontado e nem sabia como iria falar como senhor Marcos Brás. Naquele momento não foi possível, mas as circunstâncias podem mudar e nunca se sabe se não poderei ir trabalhar para o Brasil.”

Hipótese Bragantino: “Fui contactado pelo grupo Redbull quando estava no Rio Ave, tivemos uma reunião na Europa e, na altura, fiquei animado. Nem discutimos a condição financeira. Houve uma proximidade muito grande, mas depois houve uma falha de timing, o que levou a que não se concretizasse.”