Foram aprovadas as duas candidaturas para financiamento de residências para alunos universitários em Guimarães – na antiga escola de Santa Luzia (150 camas) e no Avepark (177 camas) – no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em causa está o projecto liderado pela Universidade do Minho para reabilitar o edifício da antiga Escola de Santa Luzia, na Rua Francisco Agra, que irá exigir um investimento de cerca de seis milhões de euros a executar até final de 2024 e terá 150 camas.

Recorde-se que o Município de Guimarães cedeu em regime de comodato à Universidade do Minho aquele edifício, num prazo de 50 anos, dada “a necessidade de recuperação urgente daquele imóvel e a sua ulterior afectação a residências para estudantes do ensino superior”.

O Relatório Síntese Preliminar de Avaliação e Seleção das Candidaturas ao programa de alojamento estudantil a custos acessíveis, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, foi divulgado na última semana e colocou sete projectos do Quadrilátero Urbano com boa classificação.

Na lista de financiamento para adaptação, aquisição e renovação (teve 102 candidaturas), o projecto da UMinho para a Escola de Santa Luzia (Guimarães) surgiu em 41º (3,62 pontos), ficando a residência INBarcelos, projectada pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, em 32º lugar (3,75 pontos), a primeira residência universitária a projectar para Famalicão e assumida pelo Município local surgiu em 38º (3,65 pontos), a Casa de Santa Maria em Barcelos em 45º (3,59 pontos) e o projecto do Município de Braga e UMinho da residência universitária na antiga Fábrica Confiança em 51º (3,55 pontos).

Já na lista para a construção de novos edifícios (33 candidaturas), o Alojamento Estudantil do IPCA-B surgiu em 22º lugar (3,42 pontos) e a Residência de Estudantes do Avepark em 29º (3,16 pontos).

A Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, homologou os resultados finais das candidaturas ao financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), que prevê a atribuição de 375 milhões de euros para construção, aquisição, adequação e renovação de residências para estudantes de ensino superior, naquele que é o maior investimento de sempre em alojamento estudantil.

Foram seleccionadas 134 candidaturas, totalizando 18 mil 239 camas. Deste total de camas, 11 795 são camas novas, que reforçam a rede existente, e 6 444 camas resultam da renovação da actual rede de residências de estudantes já em funcionamento, procedendo à sua requalificação.

A região Norte terá o maior número de camas financiadas pelo PNAES (5 614), seguida do Centro (4 790) e Lisboa (4 421). No Alentejo, o reforço será de 1 991 camas, entre novas e requalificadas, 719 no Algarve, 434 na região autónoma da Madeira e 270 nos Açores.

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