De acordo com a DECO Proteste, “a contribuir para este aumento está, em grande parte, o custo do peixe e da carne, as categorias alimentares cujo preço mais aumentou nos últimos seis meses”. 

bastecer a despensa ficou mais caro desde que começou a guerra na Ucrânia e, atualmente, as famílias portuguesas podem ter de pagar 209,81 euros por um cabaz de bens alimentares essenciais, de acordo com a DECO Proteste. Desde o início da guerra, o preço deste cesto de bens já aumentou 14,26%. https://b8d36ba4aaa353854265c960139402b2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Um cabaz de bens alimentares essenciais custa esta semana 209,81 euros, mais 1,48% face ao que custava há apenas uma semana (17 de agosto), e mais 14,26% em comparação com o que custava na véspera da explosão do conflito armado na Ucrânia (23 de fevereiro)”, diz a DECO Proteste.

Ao que indica a organização, “a contribuir para este aumento está, em grande parte, o custo do peixe e da carne, as categorias alimentares cujo preço mais aumentou nos últimos seis meses”. 

Entre 23 de fevereiro e 24 de agosto, o preço do peixe registou um aumento de 19,10% (mais 11,52 euros). Para comprar apenas um quilo de salmão, de pescada, de carapau, de peixe-espada-preto, de robalo, de dourada, de perca e de bacalhau, o consumidor pode agora ter de gastar, em média, 71,83 euros.

Já na carne o aumento foi de 17,14% (5,53 euros) nos últimos seis meses. Fazendo as contas a apenas um quilo de lombo de porco, de frango inteiro, de febras de porco, de costeletas do lombo de porco, de bifes de peru, de carne de novilho para cozer e de perna de peru, o gasto pode agora ser, em média, de 37,77 euros, segundo a organização de defesa do consumidor. 

Desde 23 de fevereiro a DECO tem monitorizado, todas as quartas-feiras, com base nos preços recolhidos no dia anterior, os preços de um cabaz de 63 produtos alimentares essenciais que inclui bens como peru, frango, pescada, carapau, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

“Começamos por calcular o preço médio por produto em todas as lojas online do nosso simulador em que se encontra disponível e depois, somando o preço médio de todos os produtos, obtemos o custo do cabaz para um determinado dia”, pode ler-se no site da DECO Proteste.