Projeto de três milhões de euros é aprovado; CDU vota contra e PS abstém-se
A Câmara Municipal de Braga aprovou hoje, em reunião do executivo, o projeto de execução para a requalificação da Praça Conde de Agrolongo, intervenção que visa tornar o espaço mais nivelado, pedonal e apto a eventos sociais e culturais.
Contudo, o polémico edifício envidraçado existente na praça – frequentemente apelidado por cidadãos de “mamarracho” – não será alterado, dado o elevado custo financeiro que a sua eventual remoção implicaria.
Espaços comerciais mantêm-se
Segundo o presidente da Câmara, Ricardo Rio:
“A parte dos espaços comerciais, com exceção do bar à superfície, não vai ser alterada. Tecnicamente, seria quase impossível. Essa questão limita uma intervenção mais abrangente. Não é algo que gostaríamos de manter, mas a operação teria um custo muito elevado.”
O bar existente será reposicionado, “com a concordância do concessionário”, enquanto os restantes espaços continuarão a ser geridos pelo Grupo BragaParques, proprietário da praça.
Reações políticas: críticas e reservas
- CDU (Nuno Reininho): Votou contra, defendendo que se trata de uma intervenção “em cima de outra relativamente recente” e que os três milhões de euros de investimento público poderiam ser aplicados em “projetos de acessibilidade pedonal e ciclável” ou em soluções para pessoas com mobilidade reduzida, ligando o centro da cidade à Universidade do Minho. Criticou ainda a falta de auscultação pública.
- PS (Artur Feio e Sílvia Sousa): Absteve-se, reconhecendo a necessidade de requalificação da superfície da praça, mas alertando para a pressa em aproveitar financiamentos disponíveis sem planeamento prévio. Artur Feio explicou que o atual volume do edifício deriva de condicionantes antigas do projeto original, relacionadas com a manutenção de financiamento europeu.
Objetivo da intervenção
Ricardo Rio reforçou que o foco é valorizar um espaço central da cidade:
“É um local de forte utilização pública e queremos dar-lhe mais dignidade e melhores condições para atividades culturais e sociais.”































