O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) manifestou hoje preocupação com a diminuição de estudantes colocados em instituições do interior do país, defendendo a criação de incentivos que favoreçam a fixação de alunos nessas regiões.

Em reação aos resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o presidente do sindicato, José Moreira, destacou que a quebra no número de colocados já era expectável, tendo em conta o decréscimo de candidatos. No entanto, alertou que as instituições do interior são sempre as mais afetadas na captação de novos alunos.

Outra preocupação prende-se com a diminuição de estudantes carenciados. Este ano foram colocados 1.548 alunos beneficiários do escalão A de Ação Social Escolar, menos 107 do que em 2024. Para José Moreira, o aumento dos preços do alojamento tem afastado muitos jovens:

“Muitos não tentam sequer concorrer, porque não conseguem suportar o custo de viver fora de casa, mesmo no interior, onde os preços também têm subido de forma significativa.”

No total, foram colocados 43.899 estudantes, menos 12,1% face ao ano passado. O SNESup considera que a mudança das regras de acesso, com maior peso dos exames nacionais, foi o principal fator para esta descida.

“Se as regras forem mais acessíveis, o número de candidatos tende a aumentar. Quando se tornam mais exigentes, o número diminui, como aconteceu este ano”, sublinhou José Moreira.