Cotrim Figueiredo critica comunicação social e nega acusações de assédio

“Tem-se assistido a um autêntico assassinato de caráter”, afirma o candidato presidencial

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo teceu esta quinta-feira duras críticas à comunicação social pela forma como foi abordado no caso em que é acusado de assediar uma antiga assessora da Iniciativa Liberal, Inês Bichão, acusações que nega, afirmando ter tido conhecimento dos “rumores” apenas recentemente.

Em declarações aos jornalistas, em Santo Tirso, no distrito do Porto, Cotrim Figueiredo considerou que, nos últimos dias, tem existido “um autêntico assassinato de caráter brutal”, do qual a comunicação social teria sido “instrumento e, se quiser, até cúmplice”.

“A partir de um ‘post’ privado, rapidamente retirado, foi-me colocada uma pergunta em público sem me consultarem previamente. Têm ideia do que fizeram à minha vida?”, questionou o candidato, acrescentando que, apesar de não conhecer em detalhe o código deontológico do jornalismo, entende que deveria ter sido contactado antes de ser confrontado em direto.

“Fazerem-me aquela questão em público, ao vivo, sem me consultarem previamente e sem consultarem o denunciante — não sei por que razão foi, mas pelos vistos por impossibilidade — é para mim uma forma de jornalismo que eu não entendi”, afirmou, ainda que os jornalistas tenham esclarecido que a sua comitiva foi informada cerca de uma hora antes de que o tema seria abordado.

Confrontado sobre se não seria razoável ser questionado perante a existência de suspeitas, Cotrim Figueiredo insistiu: “Ao vivo? Em direto? Com 19 microfones? Porque razão é que não me ligaram antes?”. Para o candidato, este tipo de abordagem permite “dinamitar e desviar qualquer campanha política”.

Questionado novamente sobre o facto de ter sido avisado com antecedência, respondeu: “Acham que é um tema que se prepara numa hora? Não sabia que me iam fazer disto um caso de campanha. Qual é a sustentação desta acusação?”.

João Cotrim Figueiredo reiterou ainda que “não há nenhuma queixa” contra si. Referiu-se ao comunicado divulgado por Inês Bichão, no qual é mencionada a existência de uma queixa interna apresentada em 2023, sublinhando que o partido, atualmente liderado por Mariana Leitão, respondeu na altura que não existia qualquer processo formal.