Festival Internacional de Órgão de Braga propõe um ano inteiro de música e património

Apresentação do festival internacional de orgão 27 Janeiro 2026

Edição de 2026 apresenta 35 eventos entre fevereiro e dezembro, reforçando o diálogo cultural e a ligação ao território

Braga – Foi apresentada esta terça-feira, na Igreja de Santa Cruz, a edição de 2026 do Festival Internacional de Órgão de Braga (FIOB), um dos projetos culturais de referência da cidade, que regressa com uma programação alargada e contínua ao longo do ano. O Festival decorre entre 7 de fevereiro e 4 de dezembro, integrando 35 eventos distribuídos por vários espaços patrimoniais.

A sessão de apresentação contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, da vereadora da Cultura, Catarina Miranda, e de D. José Cordeiro, entre outras entidades, sublinhando a importância institucional, cultural e simbólica do FIOB para Braga e para a região.

Parceria institucional como pilar do Festival

Na sua intervenção, João Rodrigues destacou a relevância da colaboração entre o Município de Braga, a Arquidiocese, o Cabido da Sé de Braga e as Irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz, considerando este trabalho conjunto determinante para a consolidação e continuidade de um evento com esta dimensão.

O autarca sublinhou ainda que o Festival percorre diversos espaços do concelho de Braga e que, na edição de 2026, alarga o seu alcance territorial ao concelho de Vila Verde, reforçando a ambição e a projeção do projeto para além do contexto urbano.

Valorização do património e exigência cultural

João Rodrigues destacou igualmente o papel do FIOB na valorização do património e na promoção de diferentes formas de expressão artística, considerando-o um evento singular e plenamente integrado na estratégia cultural do município.

Referiu ainda que Braga tem vindo a afirmar-se como uma cidade cada vez mais exigente do ponto de vista cultural, com cidadãos atentos à qualidade da programação, encontrando neste Festival uma resposta consistente a essas expectativas.

Um Festival da cidade e com a cidade

A organização do FIOB sublinhou que o Festival se assume como um espaço de encontro, convergência e diálogo, reforçando a sua ligação ao território e à comunidade. Nesse sentido, destacou que o projeto é cada vez mais construído da cidade para a cidade e com a cidade, promovendo uma relação próxima entre património, criação artística e públicos.

“O Festival só é possível graças ao envolvimento e à congregação de esforços de muitas entidades e pessoas”, afirmou João Rodrigues, reforçando a importância da cooperação institucional e comunitária para o sucesso do evento.

Uma programação transversal e multidisciplinar

Na sua 12.ª edição, o Festival Internacional de Órgão de Braga afirma-se como um projeto cultural transversal, descentralizado e inclusivo, propondo uma agenda diversificada ao longo do ano.

O programa integra concertos e recitais, concertos comentados e momentos de cruzamento com outras áreas artísticas e do conhecimento, como a literatura, a pintura, a arquitetura e a história da arte, reforçando a dimensão contemporânea e multidisciplinar do órgão enquanto património cultural e instrumento vivo.