O Governo português anunciou aquele que é considerado o maior investimento de sempre na compra de comboios em Portugal, com a aquisição de quase 200 novas unidades ferroviárias num investimento global de 1,8 mil milhões de euros.
O contrato envolve um consórcio liderado pela multinacional Alstom e pela empresa bracarense DST Group, fornecendo material circulante para a operadora pública CP – Comboios de Portugal.
Assinatura do reforço do contrato
O anúncio foi feito pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante a assinatura de uma adenda ao contrato realizada em Aveiro.
Este aditamento prevê a aquisição de mais 36 automotoras urbanas, além das 117 já contempladas no contrato inicial, assinado em outubro.
Segundo o governante, trata-se de um momento marcante para o setor ferroviário nacional.
“Estamos a falar de mais de 190 comboios novos para a CP, o que representa a renovação de mais de 40% da frota”, afirmou.
Renovação após décadas sem novos comboios
O ministro destacou que a CP esteve mais de 20 anos sem receber novas unidades ferroviárias, o que levou a uma frota com idade média superior a 40 anos.
O objetivo do investimento é:
- renovar grande parte do material circulante
- aumentar a oferta de transporte ferroviário
- melhorar a qualidade do serviço aos passageiros
Em 2025, a CP atingiu um recorde histórico de mais de 200 milhões de passageiros transportados, segundo o Governo.
Entregas entre 2025 e 2031
O plano prevê que todos os anos, entre 2025 e 2031, sejam entregues novos comboios à operadora pública.
No total, estão previstos:
- 153 comboios para serviços regionais e urbanos
- 55 para serviço regional
- 98 para serviço urbano
- investimento de 1.064 milhões de euros
- 36 automotoras urbanas adicionais
- investimento de 318 milhões de euros
Comboios de alta velocidade também autorizados
O Governo autorizou ainda a CP a adquirir 12 comboios para a futura rede de alta velocidade, com possibilidade de mais oito unidades, num investimento estimado de 584 milhões de euros.
Produção com impacto em Portugal
O contrato inclui ainda produção com componente nacional, com a instalação de uma oficina em Matosinhos para apoio ao fabrico e manutenção.
A infraestrutura deverá criar cerca de 300 postos de trabalho diretos, reforçando a presença industrial do projeto em Portugal.
































