Operação da PJ ganhou dimensão após detenções e ligações a rede liderada por “Vítor do Ouro”
A investigação da Polícia Judiciária que visa desmantelar uma alegada rede de tráfico de droga no Norte do país teve origem num café no centro de Fafe, onde foram detetadas movimentações suspeitas associadas ao negócio ilícito.
Detenção em flagrante deu início ao processo
O caso ganhou força com a detenção de Filipe Gonzaga, empresário de 40 anos, apanhado em flagrante numa estação de serviço com cocaína suficiente para cerca de 1.750 doses individuais, além de outras substâncias como ecstasy, кетamina e liamba.
A detenção, ocorrida em maio de 2025, foi tornada pública pela PJ com o objetivo de monitorizar reações e eventuais contactos da rede.
Café servia de base logística
As investigações apontam que um estabelecimento de restauração na Praça 25 de Abril, frequentado regularmente por suspeitos, funcionaria como ponto de encontro e base logística para a entrega de droga e dinheiro.
O espaço, explorado por um empresário também constituído arguido, terá sido crucial para mapear as ligações entre os envolvidos.
Ligações ao Porto e a “Vítor do Ouro”
As autoridades acreditam que a rede era abastecida a partir da zona da Rua Escura, no centro do Porto, estando em causa a alegada liderança de um indivíduo conhecido como “Vítor do Ouro”, já referenciado em investigações anteriores.
Comunicações encriptadas e droga na prisão
Após a prisão preventiva de Filipe Gonzaga no Estabelecimento Prisional de Braga, a investigação prosseguiu com novos desenvolvimentos.
A sua companheira, Mónica Vieira, também de 40 anos, terá assumido um papel ativo na continuidade das operações, recorrendo a plataformas de comunicação encriptadas e meios de pagamento digitais.
As autoridades suspeitam ainda da introdução de droga na prisão, através de papel impregnado com substâncias sintéticas.
Novas detenções consolidaram investigação
A ação coordenada entre a PJ e os serviços prisionais permitiu identificar e deter outros suspeitos ligados à rede, incluindo Adalberto Guedes.
Mónica Vieira viria a ser detida em julho de 2025, no centro de Fafe, na posse de cocaína e material associado ao tráfico, tendo ficado em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.
Operação com várias fases
A investigação, conduzida ao longo de cerca de um ano, contou com várias fases operacionais e continua a aprofundar as ligações a uma estrutura organizada de tráfico de droga, com ramificações no Minho e na Área Metropolitana do Porto.
































