O arquiteto português Eduardo Souto de Moura vai ser distinguido com a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos (UIA), a mais alta distinção mundial atribuída a um arquiteto em vida, tornando-se apenas no segundo português a receber este reconhecimento.
A distinção, anunciada pela Ordem dos Arquitetos, que submeteu a candidatura, é atribuída de três em três anos pela UIA e resulta de nomeações feitas por instituições profissionais de todo o mundo. O galardão é considerado uma das mais prestigiadas honras internacionais da arquitetura.
Para a Ordem dos Arquitetos, trata-se de um momento histórico, sublinhando que a distinção representa “um marco para a obra de Eduardo Souto de Moura, para Portugal e para a arquitetura portuguesa”, reforçando ainda a projeção internacional do país no setor.
A entrega da Medalha de Ouro está agendada para 30 de junho, na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, no âmbito do Congresso Mundial de Arquitetos. No dia seguinte, decorrerá uma conversa pública com o arquiteto português, organizada pela Casa da Arquitetura e pela Ordem dos Arquitetos.
O júri desta edição foi composto pela presidente da UIA, Regina Gonthier, pelo arquiteto David Adjaye e pela arquiteta Lu Wenyu.
Nascido no Porto em 1952, Eduardo Souto de Moura construiu uma carreira amplamente premiada, destacando-se entre as distinções o Prémio Pritzker em 2011, o Leão de Ouro da Bienal de Veneza em 2018 e o Prémio Pessoa em 1998.
Ao longo do seu percurso, assinou projetos de referência como o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego em Cascais, a Torre Burgo no Porto ou o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança, entre muitos outros, consolidando uma obra reconhecida internacionalmente pela sua coerência e relevância na arquitetura contemporânea.


































