Robert Smith e companhia protagonizaram uma das atuações mais marcantes do festival, numa viagem pelos grandes clássicos e pelos temas mais recentes da lendária banda britânica
Os The Cure transformaram a noite de domingo num momento histórico para o North Festival, oferecendo ao público da Cidade Desportiva da Maia um concerto épico de duas horas e meia que ficará gravado na memória dos milhares de fãs presentes.
Perante uma assistência rendida desde o primeiro minuto, a banda liderada por Robert Smith demonstrou porque continua a ser uma das formações mais influentes e acarinhadas da história da música alternativa, combinando emoção, nostalgia e uma impressionante capacidade de ligação ao público.
Uma espera que valeu a pena
O regresso dos The Cure a Portugal era aguardado com enorme expectativa e a banda não desiludiu. Ao longo de cerca de 150 minutos, os britânicos percorreram várias décadas de carreira, proporcionando uma autêntica celebração da sua obra musical.
Num alinhamento extenso, composto por 29 canções, houve espaço para revisitar os maiores êxitos que marcaram gerações, mas também para apresentar temas mais recentes do álbum Songs of a Lost World, lançado em 2024 e amplamente elogiado pela crítica internacional.
A atuação confirmou a vitalidade artística de uma banda que continua a reinventar-se sem perder a identidade que a tornou única.
Clássicos que fizeram cantar várias gerações
Ao longo da noite, os milhares de espectadores acompanharam em coro alguns dos temas mais emblemáticos dos The Cure, numa atmosfera de comunhão rara entre banda e público.
As guitarras inconfundíveis, os ambientes melancólicos e a voz característica de Robert Smith transportaram os presentes por diferentes fases da carreira do grupo, despertando memórias e emoções que atravessam várias gerações de fãs.
A cada canção, a resposta do público tornava-se mais intensa, transformando a Cidade Desportiva da Maia num gigantesco coro a céu aberto.
Robert Smith continua a ser uma figura única
Aos 67 anos, Robert Smith voltou a provar que permanece uma das figuras mais carismáticas da música mundial.
Com a sua imagem icónica, presença discreta mas magnética e uma voz que continua a emocionar, o músico britânico liderou a banda numa atuação irrepreensível, marcada pela qualidade sonora e pela entrega total ao público.
A cumplicidade entre os elementos da banda foi evidente durante todo o espetáculo, reforçando a sensação de que os The Cure continuam a atravessar o tempo sem perder relevância.
Uma despedida que ninguém quer imaginar
O concerto ganhou uma dimensão ainda mais especial perante as declarações recentes de Robert Smith, que tem admitido a possibilidade de a banda encerrar atividade nos próximos anos.
Por isso, para muitos dos presentes, a atuação na Maia teve também um sabor agridoce: o privilégio de assistir a uma das maiores bandas de sempre, acompanhado pela consciência de que cada regresso poderá ser um dos últimos.
Se esse momento vier a acontecer, o North Festival 2026 ficará certamente na história como uma das derradeiras grandes celebrações dos The Cure em Portugal.
Uma noite para guardar na memória
Num festival que já havia recebido nomes como Snow Patrol, Europe, Waterboys e Liniker, coube aos The Cure encerrar o fim de semana em grande estilo.
Com duas horas e meia de música, emoção e clássicos intemporais, a banda britânica confirmou o seu estatuto lendário e ofereceu ao público português uma noite que dificilmente será esquecida.
Na Maia, milhares de pessoas saíram do recinto com a mesma sensação: valeu a pena esperar pelos The Cure.
Alinhamento:
Alone
Pictures of You
High
A Night Like This
Lovesong
The Last Day of Summer
Burn
Fascination Street
alt.end
Push
Mint Car
In Between Days
Just Like Heaven
Treasure
Want
From the Edge of the Deep Green Sea
Endsong
Encore “Seventeen Seconds”
In Your House
M
Play for Today
A Forest
Encore
Lullaby
Wrong Number
The Walk
The Lovecats
Friday I’m in Love
Close to Me
Why Can’t I Be You?
Boys Don’t Cry










































