Combustíveis: Governo corta desconto no ISP após previsão de descida nos preços

Redução do apoio fiscal surge numa altura em que gasóleo deverá baixar nove cêntimos e gasolina dois já na próxima semana

O Governo decidiu reduzir o desconto extraordinário aplicado ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) para o gasóleo e gasolina, acompanhando a perspetiva de descida dos preços dos combustíveis já a partir da próxima segunda-feira.

A decisão foi formalizada através de portaria publicada em Diário da República, ajustando o mecanismo temporário criado para mitigar os efeitos da atual crise energética.

Quanto vai diminuir o desconto

Segundo o diploma, o desconto extraordinário passa a fixar-se em:

  • 60,78 euros por 1.000 litros no gasóleo rodoviário
  • 49,80 euros por 1.000 litros na gasolina sem chumbo

Na prática, isto traduz-se numa redução do benefício fiscal atualmente em vigor de:

  • 1,47 cêntimos por litro no gasóleo
  • 0,21 cêntimos por litro na gasolina

Descidas nos postos continuam previstas

Apesar da redução do apoio fiscal, os consumidores deverão continuar a sentir um alívio significativo nos preços de abastecimento.

De acordo com previsões divulgadas pelo Automóvel Club de Portugal, os preços médios deverão registar na próxima semana:

  • Descida de 9 cêntimos por litro no gasóleo
  • Descida de 2 cêntimos por litro na gasolina

Isto significa que, mesmo com a redução do desconto do ISP, o impacto final deverá continuar a ser favorável para quem abastece.

Governo justifica decisão

No diploma, o Executivo recorda que o mecanismo extraordinário foi criado para responder ao agravamento dos preços provocado pela crise geopolítica e militar no Médio Oriente, que pressionou fortemente as cotações internacionais do petróleo e derivados.

A medida prevê a aplicação automática de descontos sempre que os preços ultrapassem determinados patamares de referência definidos com base nos valores registados entre 2 e 6 de março.

Ajuste acompanha mercado internacional

A revisão agora anunciada reflete a descida recente das matérias-primas nos mercados internacionais, levando o Governo a recalibrar o nível de apoio fiscal.

Ainda assim, o Executivo mantém o mecanismo ativo, permitindo novos ajustamentos caso o contexto energético internacional volte a agravar-se.

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