Garrafas sem símbolo “Volta” podem continuar à venda até esgotarem o stock

Volta

APA esclarece que a proibição aplica-se aos produtores, mas não impede supermercados, cafés e restaurantes de venderem embalagens já colocadas no mercado

As garrafas e latas de bebidas sem o símbolo “Volta” poderão continuar a ser vendidas ao consumidor final após 9 de agosto, desde que façam parte de stock já existente e anteriormente colocado no mercado.

O esclarecimento foi feito pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que ajustou as regras para evitar desperdícios e prejuízos para comerciantes e distribuidores.

Venda permitida até ao fim do stock

Assim, supermercados, cafés, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais podem continuar a comercializar embalagens sem o logótipo “Volta” até que o stock seja totalmente escoado.

Depois de utilizadas, estas embalagens devem continuar a ser depositadas no ecoponto amarelo, uma vez que não integram o novo sistema de depósito e reembolso.

Proibição destina-se aos produtores

A partir de 10 de agosto, a restrição aplica-se aos produtores e embaladores, que deixam de poder:

  • vender;
  • doar;
  • ou disponibilizar no mercado português

bebidas em embalagens que não estejam integradas no sistema “Volta”.

Stock antigo pode ter outros destinos

Os produtores que ainda disponham de embalagens antigas poderão:

  • utilizá-las para consumo interno;
  • exportá-las para outros países da União Europeia;
  • ou comercializá-las em mercados externos, desde que respeitem a legislação aplicável em cada destino.

Objetivo é evitar desperdício

A alteração das regras pretende evitar que milhões de embalagens já produzidas tenham de ser destruídas, permitindo que o stock existente seja vendido normalmente até ao seu esgotamento.

Desta forma, a transição para o sistema “Volta” faz-se de forma gradual, sem impacto imediato para consumidores e comerciantes, concentrando as novas obrigações nos produtores e embaladores que colocam bebidas no mercado nacional.

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