Dia Mundial da Consciencialização do Ego: quando o poder se afasta da escuta e do serviço

Jenny Santos e Sandra Ataíde

Jenny Santos e Sandra Ataíde defendem uma reflexão sobre liderança, humildade e responsabilidade pública

No âmbito do Dia Mundial da Consciencialização do Ego, Jenny Santos e Sandra Ataíde, deputadas eleitas na Assembleia de Freguesia de Real, Dume e Semelhe pelo movimento Amar e Servir Braga, assinam um artigo de opinião onde alertam para os riscos de lideranças marcadas pela vaidade, arrogância e ausência de empatia.

As eleitas sublinham que, ao longo da História, o ego excessivo tem sido uma das principais causas da queda de líderes e estruturas de poder.

Quando a vaidade supera a razão

No texto, recordam várias figuras históricas associadas a modelos de liderança autoritária e excessivamente centrada na personalidade.

“Desde sempre o ego exacerbado levou à arrogância, ao culto da personalidade, à falta de empatia e à recusa em ouvir conselhos, rodeando-se de bajuladores”, defendem.

Segundo as autoras, a exaltação pessoal conduz inevitavelmente ao isolamento e ao afastamento da realidade.

O impacto do ego nas relações e na governação

O artigo lembra que o Dia Mundial da Consciencialização do Ego foi criado precisamente para alertar para os impactos negativos desta postura nas relações interpessoais e na vida em sociedade.

De acordo com as deputadas, quando o ego domina, surgem ambientes tóxicos onde a ambição pessoal se sobrepõe ao bem comum.

“O ego exacerbado gera arrogância e controlo e, quando ferido, provoca vitimização. Rejeita ideias inovadoras e prejudica o desenvolvimento pessoal”, apontam.

Críticas a comportamentos institucionais

As autoras referem ainda que, atualmente, continuam a existir comportamentos institucionais que refletem esta realidade.

“Hoje ouvimos relatos de humilhação nas diversas instituições. Assistimos a atitudes de quem governa marcadas por olhares irónicos de superioridade, palavras que humilham e gestos que revelam falta de humildade”, escrevem.

“Governar é escutar”

No texto, deixam uma mensagem clara sobre aquilo que entendem ser a essência da liderança democrática.

“Governar é escutar. Liderar é entrega, não vaidade”, defendem.

E concluem com um apelo direto à mudança de paradigma:

“Não queremos um ego com razão, queremos soluções. Não queremos um ego com poder, queremos serviço. Não queremos um ego aplaudido, queremos resultados.”

Para Jenny Santos e Sandra Ataíde, o verdadeiro sentido do exercício do poder está em elevar os outros e servir a comunidade, nunca em alimentar protagonismos pessoais.

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