Reformados exigem aumento de 5% nas pensões em protesto em Braga

Sapadores florestais de Vieira do Minho

Manifestação junta pensionistas esta quinta-feira junto à Segurança Social para reclamar melhores condições de vida e reforço dos apoios sociais

A Inter-reformados de Braga vai promover esta quinta-feira uma manifestação junto à Segurança Social de Braga, integrada no designado “Dia da Indignação e Protesto”, onde os pensionistas exigem um aumento de 5% nas pensões e o reforço das políticas sociais dirigidas à população reformada.

A iniciativa, organizada em conjunto com a MURPI – Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, está marcada para as 15h00 e deverá reunir reformados de vários concelhos do distrito.

Reivindicações centradas no aumento das pensões

Entre as principais exigências dos manifestantes está a atualização intercalar das pensões em 5%, com um aumento mínimo de 75 euros para as reformas mais baixas, considerando insuficiente a subida de 2,8% aplicada pelo Governo.

Segundo a organização, a atual realidade económica agrava a situação de muitos reformados, com rendimentos que não acompanham o aumento do custo de vida, colocando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.

O representante da Inter-reformados de Braga, João Oliveira Sousa, sublinha que uma parte significativa dos pensionistas vive com valores muito próximos ou abaixo do limiar de pobreza, defendendo medidas urgentes para travar o agravamento das desigualdades.

Críticas ao nível de proteção social

Os promotores do protesto alertam para a necessidade de reforçar a rede de respostas sociais, incluindo lares, centros de dia e apoios domiciliários, bem como a gratuitidade dos medicamentos para os rendimentos mais baixos.

Entre as reivindicações está também a criação de condições mais acessíveis no transporte público, com passes gratuitos para reformados em todo o território nacional.

Mobilização distrital para o protesto

A manifestação deverá reunir participantes de vários pontos do distrito de Braga, com deslocações organizadas a partir de concelhos como Vila Nova de Famalicão e Guimarães.

A organização afirma que a iniciativa pretende dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por milhares de pensionistas, muitos dos quais afirmam ter de escolher entre despesas essenciais como alimentação e medicamentos.

Pressão por respostas políticas

O protesto surge num contexto de crescente contestação às políticas de atualização das pensões, com os organizadores a apelarem a uma resposta mais robusta por parte do Governo face ao aumento do custo de vida e ao impacto social nas camadas mais envelhecidas da população.

Vieira do Minho: 20 sapadores florestais recusam-se a trabalhar com salários em atraso Joaquim Gomes 19.05.2026 21:26 Câmara já anunciou solução Vieira do minho: 20 sapadores florestais recusam-se a trabalhar com salários em atraso Foto: Joaquim Gomes / O MINHO Os 20 sapadores florestais de Vieira do Minho pararam de trabalhar desde os últimos dias, por terem salários em atraso. Esta não é um situação nova, pelo que os trabalhadores optaram por manter a paralisação enquanto a situação não se resolver. As quatro equipas, constituídas por 20 sapadores florestais, continuam paradas, ficando as viaturas de serviço estacionadas no Parque Florestal de Vieira do Minho, uma vez que não têm sequer perspetivas de quando é que receberão os seus ordenados. Os sapadores florestais não receberam o salário do mês de abril e receiam não receber também o salário do mês de maio, estando desesperados. João Paulo Ribeiro, o presidente da Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC), que é a entidade patronal das duas dezenas de sapadores florestais, não esteve disponível para comentar a situação em que se encontram os trabalhadores. Por outro lado, os veículos não terão os seguros em dia, uma vez que a APOSC também não liquidou as quantias à companhia seguradora, pelo que os trabalhadores não poderão circular com as ‘pick-up’ disponibilizadas pela entidade patronal. ICNF impotente perante o imbróglio Entretanto, a APOSC não terá pago qualquer contribuição no ano de 2026, à Segurança Social, pelo que na ausência de uma declaração de não dívida, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (INCF), não poderá transferir mais dinheiro, sabendo-se que no ano de 2025 o ICNF pagou 200 mil euros à Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC). O MINHO sabe que a situação já está a ser acompanhada pelo ICNF. Embora com as dívidas não possa cometer uma ilegalidade e até um crime, que seria transferir dinheiro enquanto houver dívidas da APOSC à Segurança Social e nem sequer acordo de pagamento, de todas as dívidas, com o Centro Distrital de Braga do Instituto de Gestão da Segurança Social. O ICNF está impotente perante o imbróglio, para o qual não contribuiu, de modo algum, como ainda fica com os operacionais a sofrer, o que poderia comprometer a segurança, se não fosse a iniciativa da Câmara Municipal de Vieira do Minho, sendo que a realidade florestal do concelho vieirense não se compadece com o impasse, logo em cima da época dos fogos florestais. Câmara de Vieira do Minho resolve situação O vice-presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Pedro Pires, referiu a O MINHO que abriram “um concurso para serem integrados no Município de Vieira do Minho os 20 trabalhadores, ficando resolvido, definitivamente, esses problemas”. “É a única situação viável, porque não se compreende como só o Município de Vieira do Minho no ano de 2025 transferiu 400 mil euros para a APOSC e mesmo assim esta associação não pagou sequer os salários do mês de dezembro”, disse Pedro Pires. Ainda segundo Paulo Pires, “só este ano” já gastaram “141 mil e 500 euros com a APOSC e a situação mantém-se num impasse, precisamente quando se aproxima a época mais complicada dos fogos florestais” e o este “território é profundamente florestal”. Pedro Pires explicou ainda que “a situação dos salários em atraso não é nova, infelizmente, a cada passo, sucedem estes casos, pelo que não se pode desbaratar dinheiro público, isto é, a transferir dinheiros públicos, que não se sabe afinal para onde vão”. A questão já tinha sido debatida na anterior Assembleia Municipal de Vieira do Minho, “colocando-se uma questão igualmente social, pois estes trabalhadores, como quaisquer outros, têm de receber a tempo e horas os seus salários”, segundo Pedro Pires. “A Câmara Municipal de Vieira do Minho está a fazer aquilo que não acontece em mais nenhum concelho, que é a autarquia ter garantido os salários, até abril, assumir o pagamento dos combustíveis e a manutenção dos veículos”, referiu Pedro Pires, revelando que “o ano passado a APOSC recebeu 600 mil euros, 400 mil euros da Câmara e mais de 200 mil euros do ICNF”.

Sapadores florestais de Vieira do Minho recusam trabalhar por salários em atraso

Câmara avança com solução de integração municipal para garantir continuidade da equipa em plena época de risco de incêndios

Os 20 sapadores florestais de Vieira do Minho deixaram de exercer funções nos últimos dias devido ao atraso no pagamento de salários, numa situação que está a gerar forte preocupação no concelho, sobretudo com a aproximação da época crítica de incêndios florestais.

As quatro equipas operacionais, compostas por 20 trabalhadores, encontram-se paradas, com as viaturas estacionadas no Parque Florestal, enquanto aguardam regularização dos vencimentos em falta, relativos ao mês de abril, com receios de agravamento da situação em maio.

Paralisação motivada por salários em atraso

Os trabalhadores justificam a suspensão da atividade com a ausência de pagamento e a falta de previsibilidade sobre a regularização dos ordenados, numa situação que, segundo os próprios, não é inédita.

A situação envolve a Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC), entidade responsável pela gestão das equipas, que se encontra no centro de um impasse financeiro e administrativo.

Problemas financeiros e bloqueios institucionais

Segundo os dados conhecidos, a APOSC terá dívidas à Segurança Social, o que impede a regularização de transferências financeiras por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), criando um bloqueio na cadeia de financiamento.

O caso está a ser acompanhado pelas entidades competentes, numa altura em que a operacionalidade das equipas é considerada essencial para a vigilância e defesa da floresta.

Câmara de Vieira do Minho avança com solução

Perante o impasse, o Município de Vieira do Minho anunciou uma solução de integração dos trabalhadores nos quadros da autarquia, com o objetivo de garantir a continuidade do serviço e a regularização dos salários.

O vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Pires, explicou que está a ser preparado um procedimento para absorver os 20 sapadores florestais, garantindo a estabilidade das equipas.

O autarca sublinhou ainda que a autarquia já tem vindo a assumir encargos operacionais associados ao funcionamento das equipas, incluindo combustíveis e manutenção de viaturas, defendendo a necessidade de maior controlo na utilização de fundos públicos.

Impacto na prevenção de incêndios

A paralisação ocorre numa fase particularmente sensível do ano, com o aumento do risco de incêndios florestais no território da Serra da Cabreira, onde a presença de equipas de sapadores é considerada essencial para a prevenção e resposta rápida.

A resolução do impasse é agora vista como prioritária para garantir a proteção do território e a reposição da normalidade operacional das equipas no terreno.

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