Greve Geral fecha escolas em Braga e provoca primeiros constrangimentos na educação

Paralisação convocada pela CGTP já levou ao encerramento de vários estabelecimentos de ensino na cidade durante a manhã desta quarta-feira

A Greve Geral convocada pela CGTP para esta quarta-feira começou a fazer-se sentir em Braga, com os primeiros impactos registados no setor da educação. Várias escolas da cidade viram o seu funcionamento afetado devido à adesão dos trabalhadores à paralisação nacional contra as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo.

Entre os estabelecimentos de ensino afetados encontra-se a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, que não abriu portas para atividades letivas durante a manhã. À entrada da instituição foi colocado um aviso informando que o encerramento se deve à adesão à greve.

Segundo informações recolhidas localmente, a situação repete-se também na Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Lamaçães e na Escola Básica André Soares, onde o normal funcionamento das atividades escolares foi igualmente comprometido.

A paralisação integra uma jornada nacional de protesto promovida pela CGTP, que contesta o denominado “pacote laboral” aprovado pelo Governo e que seguirá para apreciação na Assembleia da República. Os sindicatos consideram que as alterações propostas representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores, enquanto o executivo defende que as medidas visam modernizar o mercado de trabalho.

Esta é a segunda greve geral realizada em menos de seis meses com o objetivo de contestar a reforma laboral. A anterior mobilização nacional ocorreu em dezembro de 2025 e marcou uma rara convergência entre as principais estruturas sindicais portuguesas.

Ao longo do dia, são esperados novos constrangimentos em diversos setores, incluindo saúde, transportes, administração pública e comércio, podendo a adesão à greve provocar perturbações adicionais em vários serviços essenciais.

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