Contestação cresce no SC Braga: sócios e claques unem-se contra subida dos lugares anuais

Grupo de associados prepara recolha de assinaturas para exigir uma Assembleia Geral extraordinária, enquanto as principais claques apelam à reversão dos aumentos anunciados pelo clube.

A atualização dos preços dos lugares anuais para a temporada 2026/27 está a gerar forte contestação entre os associados do Sporting Clube de Braga. Um grupo de sócios anunciou o arranque de uma recolha de assinaturas com o objetivo de convocar uma Assembleia Geral extraordinária para discutir os aumentos aplicados, enquanto as principais claques do clube manifestaram publicamente o seu desagrado perante a medida.

A polémica surge poucos dias após a divulgação da nova tabela de preços dos lugares anuais, que contempla aumentos em todos os setores destinados a sócios no Estádio Municipal de Braga.

Grupo de sócios avança para recolha de assinaturas

O movimento de associados “O Escadote” considera que os novos preços representam um agravamento excessivo dos custos suportados pelos adeptos e teme que a decisão possa comprometer a forte ligação existente entre o clube e os seus associados.

Numa posição tornada pública, o grupo lamenta que esta seja a segunda época consecutiva marcada por aumentos significativos, numa altura em que o ambiente em torno do clube atravessava um dos momentos mais positivos dos últimos anos.

Os promotores da iniciativa defendem que a questão deve ser debatida pelos sócios em sede própria e anunciaram que a recolha de assinaturas terá início esta terça-feira.

Aumentos chegam aos 120 por cento

Entre as alterações mais contestadas está o aumento aplicado a alguns escalões específicos.

Segundo os dados divulgados, determinadas categorias registam subidas que podem atingir os 120%, sendo o caso mais expressivo o da categoria sub-14 na bancada poente lateral.

Além da atualização dos preços, os associados criticam também o desaparecimento de modalidades consideradas importantes para muitas famílias, nomeadamente o chamado “pack família”, que permitia adquirir vários lugares a preços mais acessíveis.

A eliminação da categoria de estudante é igualmente apontada como uma das decisões mais penalizadoras para os adeptos mais jovens.

Assembleia Geral extraordinária depende dos sócios

De acordo com os estatutos do clube, a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária exige a subscrição do pedido por, pelo menos, 250 sócios com quotas em dia ou, em alternativa, por associados que representem um total de mil votos.

Para que a reunião se realize, será ainda necessário que dois terços dos subscritores estejam presentes na sessão.

O objetivo do grupo promotor passa por criar um espaço de debate onde os associados possam discutir diretamente os impactos da nova política de preços e apresentar propostas alternativas.

Claques também demonstram descontentamento

A contestação não se limita aos associados que promovem a iniciativa.

Os grupos organizados de adeptos ULTRAS BRACARA LEGION 2003 e ULTRAS RED BOYS BRAGA divulgaram uma posição conjunta na qual manifestam discordância relativamente aos novos valores apresentados pelo clube.

As duas claques revelam ter transmitido formalmente à direção do SC Braga a sua preocupação e o descontentamento sentido por muitos adeptos.

Adeptos aguardam resposta da direção

Na comunicação divulgada, os grupos apelam ao clube para que reconsidere a decisão e reveja os aumentos anunciados.

As claques afirmam aguardar agora uma resposta da administração arsenalista antes de decidirem eventuais medidas futuras em defesa dos interesses dos associados e adeptos.

A posição conjunta termina com uma mensagem de forte simbolismo para o universo bracarense, reforçando a importância da massa associativa na identidade do clube.

Debate promete marcar o verão bracarense

Depois de uma época amplamente elogiada dentro e fora das quatro linhas, o aumento dos preços dos lugares anuais tornou-se um dos principais temas de discussão entre os adeptos do SC Braga.

A eventual realização de uma Assembleia Geral extraordinária poderá abrir um novo capítulo neste debate, colocando frente a frente os argumentos da direção e as preocupações dos sócios relativamente ao acesso ao estádio e ao custo de acompanhar a equipa ao longo da temporada.

Nas próximas semanas, a evolução da recolha de assinaturas e a posição oficial do clube serão determinantes para perceber se a contestação ganhará ainda maior dimensão junto do universo arsenalista.

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