Esposende garante quase meio milhão de euros para proteger e recuperar o litoral

Financiamento superior a 478 mil euros permitirá avançar com intervenções em zonas afetadas pelas intempéries e pela erosão costeira ao longo da costa do concelho.

O Município de Esposende assegurou um financiamento de 478.423,19 euros destinado à execução de um conjunto de obras de proteção, recuperação e reforço das infraestruturas costeiras afetadas pelos fenómenos meteorológicos extremos e pela erosão registados no início de 2026.

O apoio financeiro surge no âmbito do programa “Territórios Resilientes – Intervenções de Restabelecimento dos Territórios Ribeirinhos e das Zonas Costeiras”, promovido pelo Fundo Ambiental e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e permitirá reforçar a capacidade de resposta do concelho perante os desafios colocados pelas alterações climáticas e pela pressão exercida sobre a faixa costeira.

Investimento abrange várias zonas do concelho

As intervenções previstas contemplam diversas áreas consideradas prioritárias devido aos danos provocados pelas intempéries e pela ação contínua do mar.

Entre os trabalhos a executar destaca-se a estabilização da rampa dos pescadores, uma infraestrutura importante para a atividade piscatória local, bem como a reconstrução e o reforço estrutural do muro marginal da Praia da Couve, em Apúlia, uma zona particularmente vulnerável aos fenómenos de erosão costeira.

O plano inclui ainda a recuperação de vários passadiços danificados pelas marés vivas em diferentes pontos do litoral esposendense.

Passadiços serão recuperados em cinco zonas costeiras

As obras de recuperação abrangerão estruturas localizadas em Apúlia, Ofir, Restinga, Esposende e Belinho (Carruagem), áreas que sofreram danos significativos durante os episódios de mau tempo registados ao longo dos primeiros meses do ano.

Estes passadiços desempenham um papel importante tanto na proteção dos ecossistemas dunares como na circulação segura de residentes e visitantes ao longo da costa.

A sua recuperação permitirá restabelecer condições adequadas de acessibilidade e contribuir para a preservação ambiental das zonas costeiras.

Protocolo reforça cooperação entre entidades

O financiamento resulta de um contrato-programa celebrado entre o Fundo Ambiental, a Agência Portuguesa do Ambiente e o Município de Esposende.

A assinatura do protocolo contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, que destacou a relevância estratégica das intervenções para a proteção do território e das populações.

Segundo o autarca, os investimentos agora assegurados representam uma resposta essencial aos impactos provocados pelos fenómenos climáticos extremos que têm afetado o litoral português.

Segurança e preservação ambiental entre as prioridades

Citado em comunicado da autarquia, Carlos Silva sublinhou que estas obras são fundamentais para garantir a segurança das populações, proteger infraestruturas vulneráveis e preservar o património natural do concelho.

O presidente da Câmara destacou ainda que a recuperação das áreas afetadas permitirá aumentar a resiliência da costa de Esposende perante futuros episódios de intempérie e reforçar a capacidade de adaptação às alterações climáticas.

Resposta aos desafios da erosão costeira

A erosão costeira continua a representar um dos maiores desafios ambientais enfrentados pelos municípios do litoral norte do país, sendo Esposende uma das zonas mais expostas à ação do mar e aos efeitos das tempestades.

Com este financiamento, o concelho reforça os meios disponíveis para intervir em áreas críticas, promovendo a recuperação dos danos já registados e contribuindo para uma gestão mais sustentável e resiliente do território costeiro.

O investimento agora assegurado constitui mais um passo na estratégia de proteção do litoral esposendense, procurando salvaguardar pessoas, infraestruturas e recursos naturais num contexto de crescente pressão climática sobre as zonas costeiras.

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