Mosteiro de Tibães, Fortaleza de Valença e Ponte Medieval de Ponte da Barca representam a região na próxima fase da competição que procura eleger os maiores ícones patrimoniais do país.
O Minho volta a afirmar-se como uma das regiões mais ricas em património histórico e cultural de Portugal. Três monumentos minhotos foram selecionados entre os 14 finalistas da região Norte das Novas 7 Maravilhas de Portugal, iniciativa que pretende distinguir alguns dos mais emblemáticos tesouros arquitetónicos e patrimoniais do país.
A escolha foi anunciada durante uma cerimónia realizada na Praça Deu-la-Deu, em Monção, onde foram revelados os candidatos que seguem para as próximas etapas do concurso nacional.
Três representantes minhotos entre os melhores do Norte
Entre os monumentos apurados para a fase seguinte encontram-se três referências incontornáveis do património do Minho.
Na categoria de Castelos, a região estará representada pela Fortaleza de Valença, um dos mais importantes conjuntos militares abaluartados da Península Ibérica e um dos principais ex-líbris turísticos do Alto Minho.
Já na categoria Grandes Obras, foi selecionada a Ponte Medieval de Ponte da Barca, estrutura histórica que atravessa o rio Lima e constitui um dos mais relevantes testemunhos da engenharia medieval portuguesa.
Na categoria Religião, Braga marca presença através do Mosteiro de São Martinho de Tibães, monumento de enorme relevância histórica, artística e espiritual, considerado a casa-mãe da Congregação Beneditina Portuguesa.
Público escolheu os representantes regionais
Os 14 finalistas agora conhecidos correspondem aos dois candidatos mais votados pelo público em cada uma das sete categorias a concurso.
A iniciativa procura envolver os portugueses na valorização do património nacional, permitindo que os cidadãos participem diretamente na escolha dos monumentos que consideram mais representativos da identidade histórica e cultural do país.
Património do Norte representado em sete categorias
A lista de finalistas da região Norte reúne monumentos e espaços de diferentes épocas e tipologias, refletindo a diversidade patrimonial existente no território.
Castelos
- Castelo de Bragança (Bragança)
- Fortaleza de Valença (Valença)
Grandes Obras
- Aqueduto de Vila do Conde (Vila do Conde)
- Ponte Medieval de Ponte da Barca (Ponte da Barca)
História
- Domus Municipalis de Bragança (Bragança)
- Termas Romanas Aquae Flaviae (Chaves)
Religião
- Mosteiro de São Martinho de Tibães (Braga)
- Santuário de Nossa Senhora da Graça (Mondim de Basto)
Século XX
- Parque Termal de Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar)
- Picote – Moderno Escondido (Miranda do Douro)
Século XXI
- Casa da Música (Porto)
- Terminal de Cruzeiros de Leixões (Matosinhos)
Turismo
- Casa de Mateus (Vila Real)
- Torre dos Clérigos (Porto)
Património minhoto reforça protagonismo nacional
A presença de três monumentos do Minho entre os finalistas regionais confirma a relevância histórica e cultural da região no contexto nacional.
Da imponência defensiva da Fortaleza de Valença ao simbolismo religioso do Mosteiro de Tibães, passando pelo valor arquitetónico e identitário da Ponte Medieval de Ponte da Barca, os candidatos minhotos apresentam argumentos sólidos para aspirarem a um lugar entre as futuras Novas 7 Maravilhas de Portugal.
Próxima fase promete mobilizar milhares de votos
Com o anúncio dos finalistas regionais, inicia-se agora uma nova etapa da competição, onde o apoio do público continuará a desempenhar um papel decisivo.
Os monumentos selecionados procurarão conquistar a preferência dos portugueses e garantir presença na fase final de um concurso que pretende celebrar e promover o património material que melhor representa a história, a cultura e a identidade de Portugal.
Para o Minho, a qualificação de três dos seus mais emblemáticos monumentos constitui já um importante reconhecimento do valor patrimonial que a região preserva e continua a projetar para o país e para o mundo.






























