Oito anos depois de as ter introduzido, o presidente da câmara João Rodrigues anuncia a suspensão do serviço por razões de segurança
Foi o próprio João Rodrigues quem, há oito anos, propôs trazer as trotinetes partilhadas para Braga. Este sábado, foi também ele a anunciar a sua suspensão. O presidente da Câmara de Braga justificou a decisão com os riscos que estes veículos têm representado para a segurança de quem circula na cidade.
O autarca não fugiu à autocrítica: reconheceu ter apoiado a medida na altura e assumiu agora que governar implica “olhar para a realidade como ela é, e não como gostaríamos que fosse.” Nos últimos anos, acumularam-se acidentes e situações de perigo, mas também queixas recorrentes sobre trotinetes abandonadas em passeios, zonas pedonais e junto de passadeiras — dificultando a mobilidade de pedestres, pessoas com carrinhos de bebé e cidadãos com mobilidade reduzida.
A suspensão não é definitiva. O objetivo declarado é regulamentar melhor a utilização destes veículos no espaço público antes de permitir o regresso das empresas do setor. “Corrigir e estudar antes de continuar” é a linha orientadora, segundo João Rodrigues, que rejeitou que a medida seja uma “guerra à inovação.” A data de entrada em vigor ainda não foi revelada.
Braga não está sozinha nesta decisão. Nos últimos anos, cidades como Paris, Madrid e Praga também optaram por proibir as trotinetes partilhadas, pelos mesmos motivos: segurança, maus hábitos dos utilizadores e obstrução dos passeios. Lisboa seguiu um caminho diferente, impondo regras mais apertadas — limite de velocidade de 20 km/h, estacionamento obrigatório em locais designados e zonas de circulação proibidas — em vez de avançar para uma proibição total.































