Centro Histórico de Braga: Associação denuncia insegurança e consumo de droga na Rua D. Gualdim Pais

Rua D. Gualdim Pais

A APVS (Associação Poder Viver na Sé) acusa a Câmara Municipal de Braga de ter uma postura puramente “reativa” e exige intervenção policial firme perante um cenário de vandalismo e degradação noturna.

A Associação Poder Viver na Sé (APVS) emitiu um duro comunicado público onde denuncia o clima de insegurança, degradação urbana e perturbação da ordem pública na Rua D. Gualdim Pais, uma das artérias pedonais mais antigas, estreitas e emblemáticas do centro histórico de Braga.

A estrutura associativa garante que tem vindo, de forma insistente ao longo dos últimos meses, a reportar formalmente a situação à Câmara Municipal de Braga, à Polícia de Segurança Pública (PSP) e à Polícia Municipal. Apesar de já terem sido realizadas reuniões de trabalho e entregues dossiers com relatos de moradores e comerciantes locais, a APVS assegura que, até ao momento, o cenário “não melhorou” e as respostas têm sido inconsequentes.

O “Raio-X” da degradação diária

Com base em novos testemunhos e evidências recolhidas junto dos residentes durante a última semana, a associação de moradores traçou um retrato minucioso dos episódios que afetam o quotidiano daquela rua da Sé:

  • Tráfico e Consumo: Consumo de substâncias estupefacientes a céu aberto na via pública, visível tanto durante o dia como durante a noite, acompanhado por fortes odores ilícitos.
  • Perturbação do Sossego: Formação de ajuntamentos frequentes de 15 a 20 pessoas no canal estreito da rua, gerando ruído constante madrugada fora com gritos, música e conversas em tom elevado.
  • Vandalismo e Insalubridade: Atos de vandalismo em vasos e fachadas de habitações. O chão da rua amanhece frequentemente “pegajoso” e repleto de lixo acumulado (copos, garrafas e detritos), registando-se ainda de forma sistemática a presença de urina e vómito nas portas e paredes dos residentes.

O somatório destes fatores, avança a APVS, instalou um profundo e generalizado sentimento de medo e insegurança entre a população que ali reside, maioritariamente idosa.

Críticas à resposta da Câmara Municipal

A associação aponta diretamente o dedo à gestão da autarquia bracarense, classificando a sua atuação como meramente cosmética e paliativa. Embora reconheça que os serviços municipais de ambiente realizam ações de limpeza matinais após as denúncias, a APVS lembra que essa postura não ataca a raiz do problema.

“O problema não é apenas a limpeza. É o que acontece todas as noites”, vinca a direção da associação.

A APVS conclui o seu manifesto afirmando que esgotou todos os canais de diálogo formal institucional ao seu dispor. Sublinhando que os moradores da Rua D. Gualdim Pais “merecem segurança, dignidade e respeito”, a associação de defesa do centro histórico encerra o comunicado lançando uma questão direta e aberta aos responsáveis políticos e às chefias das forças de segurança da cidade: “Até quando?”

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