ASAE desmantela unidade clandestina de enchimento de gás GPL em Guimarães

Investigação revelou esquema ilegal de enchimento de botijas de várias marcas. Autoridades alertam para o elevado risco de explosão numa zona densamente habitada.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) desmantelou uma unidade clandestina de enchimento de recipientes de GPL (gás de petróleo liquefeito) que operava no concelho de Guimarães, colocando em risco a segurança da população.

A operação resultou de vários meses de investigação e permitiu pôr termo a uma atividade ilegal desenvolvida em instalações sem qualquer autorização e sem o cumprimento das normas de segurança exigidas para o manuseamento deste tipo de combustível.

Instalações situavam-se em zona densamente povoada

Segundo a ASAE, a unidade funcionava numa área densamente habitada do concelho, circunstância que aumentava significativamente o risco de acidente.

As autoridades alertam que uma eventual explosão ou fuga de gás poderia ter provocado consequências graves, colocando em perigo pessoas, habitações e bens materiais.

A intervenção permitiu interromper de imediato a atividade, eliminando um potencial foco de elevado risco para a segurança pública.

Botijas eram introduzidas ilegalmente no mercado

Durante a investigação, os inspetores identificaram um circuito paralelo de enchimento de botijas pertencentes a vários operadores económicos nacionais.

Após serem enchidos nas instalações clandestinas, os recipientes eram colocados novamente no mercado como se tivessem sido abastecidos por operadores legalmente autorizados.

Segundo a ASAE, este esquema comprometia a rastreabilidade do circuito legal de GPL e colocava em risco os consumidores, uma vez que as botijas não eram sujeitas aos procedimentos técnicos e de segurança obrigatórios.

Depósito de 40 mil litros e camião-cisterna apreendidos

No decorrer da operação, foram apreendidos diversos equipamentos utilizados na atividade ilícita, incluindo lacres oficiais e etiquetas invioláveis, recipientes de GPL, um depósito com capacidade para 40 mil litros — que continha cerca de 27 mil litros de gás — e um camião-cisterna destinado ao transporte do combustível.

A apreensão deste material permitiu desmantelar toda a estrutura utilizada no alegado esquema ilegal.

Investigação aponta para vários crimes

Além das infrações relacionadas com o enchimento clandestino de GPL, a ASAE identificou indícios da prática de vários crimes, entre os quais burla, recetação, contrafação e posse de arma proibida.

Os factos foram comunicados ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Guimarães, que dará seguimento ao processo de investigação criminal.

Operação reforça combate ao mercado ilegal de combustíveis

A ASAE sublinha que esta operação representa mais um passo no combate às atividades ilegais relacionadas com combustíveis e produtos energéticos, reforçando a proteção dos consumidores e a segurança das populações.

A autoridade recorda ainda que o enchimento de recipientes de GPL só pode ser realizado por operadores devidamente licenciados e em instalações que cumpram todas as normas técnicas e legais em vigor.

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