Empresa de Braga lidera construção da nova unidade industrial de Guifões, num projeto superior a mil milhões de euros que criará cerca de 1.300 postos de trabalho
A empresa bracarense DST será responsável pela construção da nova unidade industrial de Guifões, no concelho de Matosinhos, onde serão produzidos 81 dos 153 novos comboios encomendados pela CP à Alstom, no âmbito do maior investimento de sempre da transportadora ferroviária portuguesa em material circulante.
O projeto representa um marco para a indústria ferroviária nacional e prevê um investimento superior a mil milhões de euros, reforçando a capacidade produtiva do setor e criando centenas de postos de trabalho.
Nova fábrica terá mais de 20 mil metros quadrados
A futura unidade industrial ocupará uma área superior a 20 mil metros quadrados e será equipada com tecnologias de produção de última geração, permitindo fabricar parte significativa da nova frota da CP em território nacional.
Além de impulsionar a modernização da ferrovia portuguesa, o complexo pretende afirmar-se como um polo estratégico para a indústria ferroviária, aumentando a capacidade tecnológica e produtiva do país.
Projeto criará cerca de 1.300 postos de trabalho
A nova fábrica deverá gerar aproximadamente 300 empregos diretos e mais de mil postos de trabalho indiretos, dinamizando a economia da região Norte e criando oportunidades em diferentes áreas da engenharia, indústria e serviços.
O impacto económico do investimento deverá estender-se a diversas empresas fornecedoras e parceiros do setor ferroviário.
Novos comboios chegam a partir de 2029
As novas automotoras destinam-se aos serviços Urbano e Regional da CP e começarão a ser entregues em 2029.
Os comboios terão capacidade para transportar até 450 passageiros e serão dotados de elevados padrões de conforto e acessibilidade, incluindo acesso integral para pessoas com mobilidade reduzida, ligação Wi-Fi, espaços para bicicletas e áreas destinadas a cadeiras de rodas.
Guifões poderá tornar-se centro de manutenção ferroviária
Numa fase posterior, está prevista a adaptação da unidade industrial para funcionar também como oficina de manutenção da CP.
Esta evolução permitirá transformar o complexo de Guifões num centro estratégico para a produção e manutenção de material circulante, reforçando o papel da região Norte no desenvolvimento da ferrovia nacional.
Modernização da ferrovia portuguesa ganha novo impulso
O presidente da CP, Pedro Moreira, considera que este investimento representa um passo decisivo para a modernização da empresa e do setor ferroviário nacional, permitindo não só renovar a frota ao serviço dos passageiros, mas também desenvolver capacidade industrial em Portugal.
Com a participação da DST na construção da nova fábrica, Braga volta a afirmar-se como um dos principais centros nacionais da engenharia e da construção, integrando um projeto que deverá marcar o futuro da mobilidade ferroviária no país.



































