Governo adia início do ano letivo para os alunos do secundário devido à sobrecarga dos professores classificadores e admite rever também o calendário do 3.º ciclo
O Governo decidiu adiar o início das aulas do Ensino Secundário para 21 de setembro, alterando o calendário inicialmente previsto, que apontava para o arranque do ano letivo entre os dias 11 e 15 de setembro.
O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, no final da reunião do Conselho de Ministros, justificando a decisão com a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos professores responsáveis pela classificação dos exames nacionais.
Sobrecarga dos classificadores motivou adiamento
Segundo Fernando Alexandre, o adiamento resulta dos problemas verificados durante o processo de classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário.
O ministro reconheceu que a implementação do sistema eletrónico de correção “não correu bem”, originando constrangimentos que aumentaram significativamente a carga de trabalho dos professores classificadores e provocaram atrasos em várias fases do processo.
Perante esta situação, o Governo optou por conceder mais tempo às escolas para concluírem todos os procedimentos associados aos exames e prepararem o arranque do novo ano letivo.
Diretores pediram alteração do calendário
A decisão surge depois de os diretores escolares terem alertado o Ministério da Educação para as dificuldades provocadas pelos atrasos na classificação das provas.
Os constrangimentos obrigaram ao adiamento de algumas datas do calendário de exames e levaram ainda à criação de uma época extraordinária para determinados alunos do ensino secundário.
Face a este cenário, os responsáveis pelas escolas defenderam o adiamento do início das aulas, considerando que seria a solução mais adequada para garantir uma preparação organizada do novo ano letivo.
Governo avalia alterações para o 3.º ciclo
Além do ensino secundário, o Ministério da Educação está também a analisar a possibilidade de alterar o calendário escolar dos alunos do 3.º ciclo do ensino básico.
Fernando Alexandre confirmou que essa hipótese está em avaliação, mas sublinhou que ainda não foi tomada qualquer decisão.
“Ainda vamos tomar a decisão”, afirmou o ministro durante a conferência de imprensa realizada após a reunião do Conselho de Ministros.
Medida pretende assegurar um arranque mais organizado
Com esta alteração, o Governo procura responder aos problemas registados durante a época de exames nacionais e aliviar a pressão sobre os professores envolvidos na classificação das provas.
O objetivo passa por garantir que o início do ano letivo de 2026/2027 decorra com maior estabilidade, permitindo às escolas concluir todos os procedimentos administrativos e pedagógicos antes da chegada dos alunos às salas de aula.


































