Milhares de pessoas continuam a tentar entrar no enclave espanhol a partir de Marrocos. Governo reforça segurança na fronteira e Pedro Sánchez desloca-se ao local
O Governo espanhol decidiu mobilizar as Forças Armadas para apoiar a Guarda Civil na cidade autónoma de Ceuta, na sequência da grave crise migratória que se vive na fronteira com Marrocos e que já provocou, pelo menos, 34 mortos.
A decisão surge depois de milhares de pessoas terem tentado atravessar a fronteira nos últimos dias, numa das maiores vagas migratórias registadas em Ceuta desde 2021.
Governo reforça segurança na fronteira
O Executivo liderado por Pedro Sánchez anunciou que as Forças Armadas irão reforçar o dispositivo de segurança no enclave espanhol, com o objetivo de apoiar a Guarda Civil na reposição da ordem e na proteção da fronteira.
A medida foi tomada na sequência de um pedido formal apresentado pelas autoridades de Ceuta ao Governo central, face ao agravamento da situação e ao elevado número de tentativas de entrada em território espanhol.
Pedro Sánchez visita Ceuta
Perante a dimensão da crise, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, deslocam-se esta sexta-feira a Ceuta para acompanhar a evolução da situação e coordenar a resposta das autoridades.
A visita pretende avaliar no terreno as necessidades operacionais e demonstrar o apoio do Governo às forças de segurança mobilizadas para o enclave.
Marrocos reforça controlos, mas pressão mantém-se
Do lado marroquino, as autoridades intensificaram os controlos junto à fronteira na tentativa de travar o fluxo migratório.
Apesar disso, milhares de pessoas, na sua maioria jovens, continuam concentradas nas colinas próximas da vedação fronteiriça, tendo sido registados confrontos com as forças de segurança, incluindo o lançamento de pedras.
Tentativas de entrada também por via marítima
Além das investidas pela fronteira terrestre, continuam a verificar-se numerosas tentativas de entrada em Ceuta por via marítima.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, as forças auxiliares marroquinas recorreram a gás lacrimogéneo para tentar dispersar os migrantes, mas não conseguiram impedir o fluxo contínuo de pessoas que contornam a costa para alcançar território espanhol.
Ceuta pede resposta de emergência
O presidente do Governo de Ceuta, Juan Jesús Vivas, voltou a apelar ao reforço dos meios enviados pelo Estado espanhol.
O responsável defendeu a necessidade de uma resposta de emergência, solicitando a intervenção do Exército para garantir “a inviolabilidade da fronteira e a segurança dos cidadãos”, numa altura em que a pressão migratória continua a aumentar e a situação permanece extremamente volátil.



































