Barco de alta velocidade associado ao narcotráfico apreendido em Caminha após operação conjunta das autoridades

Embarcação estava escondida num semirreboque parcialmente submerso na rampa de Lanhelas. Polícia Marítima, PJ, GNR e Bombeiros participaram na operação, estando a investigação em curso.

Um camião TIR e um semirreboque que transportavam uma embarcação de alta velocidade, com características frequentemente associadas a operações logísticas utilizadas por redes de narcotráfico, foram apreendidos na manhã de terça-feira, na freguesia de Lanhelas, concelho de Caminha.

Segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN), o alerta foi recebido cerca das 08h30, dando conta da presença de uma embarcação de alta velocidade no interior de um semirreboque que se encontrava parcialmente dentro de água, na rampa de acesso ao rio Minho.

Perante a situação, foi imediatamente desencadeada uma operação que mobilizou elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Caminha, da Unidade Regional de Investigação Criminal (URIC) da Polícia Marítima, do Serviço de Recolha de Vestígios e Identificação Judiciária (SRVIJ), bem como militares da GNR, inspetores da Polícia Judiciária e operacionais dos Bombeiros Voluntários de Caminha.

Embarcação apresentava características típicas de operações de tráfico

À chegada ao local, as autoridades confirmaram que o conjunto formado pelo camião e pelo semirreboque estava parcialmente submerso na rampa de acesso ao rio, contendo no seu interior uma embarcação de elevada velocidade.

De acordo com a AMN, este tipo de embarcação é frequentemente utilizado por organizações criminosas dedicadas ao tráfico internacional de droga, devido à sua elevada capacidade de deslocação e rapidez em operações marítimas.

As circunstâncias que levaram o veículo a ficar parcialmente dentro de água continuam, contudo, por esclarecer.

Investigação prossegue

A Polícia Marítima mantém em curso as diligências de preservação de prova, enquanto decorrem os trabalhos de remoção e reboque do conjunto apreendido.

Paralelamente, a Polícia Judiciária acompanha a investigação para apurar a origem da embarcação, a identidade dos responsáveis e uma eventual ligação a redes organizadas de narcotráfico que operam na costa portuguesa.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram a existência de detenções nem adiantaram mais informações sobre o conteúdo da embarcação ou o destino que teria.

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