Empate sem golos em Vila Nova de Famalicão num encontro de poucas oportunidades. Barcelenses somam sete pontos e perdem os primeiros pontos da temporada, enquanto a equipa de Carlos Carvalhal continua sem vencer.
Famalicão e Gil Vicente empataram, este domingo, a 0-0, no dérbi minhoto da quarta jornada da I Liga. Num encontro marcado pelo equilíbrio e pela escassez de oportunidades claras de golo, nenhuma das equipas conseguiu encontrar o caminho das redes.
O resultado permite ao Gil Vicente manter-se invicto no campeonato, agora com sete pontos, depois de duas vitórias e um empate nos três jogos anteriores. Já o Famalicão, orientado por Carlos Carvalhal, somou o segundo ponto da temporada e continua à procura da primeira vitória.
Famalicão com mais bola, mas sem grande perigo
A equipa da casa entrou mais dominante e assumiu o controlo da posse de bola, procurando desde cedo instalar-se no meio-campo gilista.
O Gil Vicente respondeu com uma organização defensiva compacta, dificultando a circulação dos famalicenses e fechando os espaços junto à sua área.
Apesar do maior domínio territorial do Famalicão, a partida decorreu durante largos períodos longe das duas balizas. Faltou velocidade na circulação e criatividade no último terço para criar desequilíbrios.
A primeira verdadeira oportunidade surgiu apenas aos 39 minutos. Marcos Peña apareceu em posição favorável à entrada da área e rematou forte, obrigando Lucão a uma defesa apertada.
O Gil Vicente teve dificuldades para chegar com perigo à baliza de Carevic e o intervalo chegou sem golos.
Segunda parte sem mudanças no marcador
Após o descanso, o cenário manteve-se praticamente inalterado.
O Famalicão continuou a assumir mais iniciativa e a procurar o ataque, mas encontrou pela frente uma equipa barcelense bem organizada, que conseguiu controlar as principais investidas dos anfitriões.
Aos 63 minutos surgiu uma das melhores ocasiões da segunda parte. Sorriso recebeu em boa posição, mas acabou por rematar por cima da baliza defendida por Lucão.
Até ao final, o jogo manteve-se muito fechado e com poucas situações de perigo junto às balizas.
O Famalicão teve mais iniciativa e maior domínio territorial, mas voltou a revelar dificuldades na definição das jogadas e na finalização. O Gil Vicente, por sua vez, privilegiou a organização e conseguiu segurar um ponto fora de casa.
Gil Vicente continua sem perder
Com este empate, o Gil Vicente chega aos sete pontos e mantém-se entre as equipas ainda invictas no campeonato.
A formação de Barcelos perde, assim, os primeiros pontos da temporada, depois das duas vitórias alcançadas nas jornadas anteriores.
Já o Famalicão soma apenas dois pontos ao fim de quatro jornadas e continua sem conhecer o sabor da vitória, num arranque de campeonato que fica marcado pelas dificuldades na concretização.
O dérbi minhoto terminou, desta forma, com um nulo que traduz um encontro equilibrado e pouco emotivo em termos ofensivos, apesar do maior domínio do conjunto famalicense.
Carvalhal satisfeito com evolução da equipa
Apesar do empate, Carlos Carvalhal considerou que o Famalicão deu um passo importante na evolução apresentada neste início de temporada.
“Creio que demos claramente um passo em frente. Foi o nosso melhor jogo deste ano”, afirmou o treinador, destacando os níveis de intensidade e agressividade apresentados pela equipa.
O técnico considerou que faltou alguma “clarividência” no momento de definir as jogadas, mas valorizou sobretudo o facto de o Famalicão ter conseguido manter a baliza inviolada pela primeira vez esta época.
“Parece-me que, na base da competitividade e da agressividade com e sem bola, hoje demos um passo enorme”, sublinhou.
Carvalhal reconheceu que o Gil Vicente apresentou uma organização defensiva que dificultou a tarefa da sua equipa, mas entendeu que o Famalicão fez o suficiente para justificar outro resultado.
“Queríamos ganhar e acho que até fizemos um bocadinho mais”, afirmou.
Luís Pinto: “É um ponto somado”
Do lado do Gil Vicente, Luís Pinto considerou o empate um resultado justo, apesar de admitir que a equipa entrou em campo com o objetivo de conquistar os três pontos.
“A baliza a zero acaba sempre por garantir um ponto”, afirmou o treinador, que destacou o caráter “muito tático” e “muito fechado” do encontro.
Luís Pinto considerou ainda que o Gil Vicente conseguiu equilibrar o jogo na segunda parte e terminou com maior capacidade para manter a posse de bola em zonas ofensivas.
“É um ponto somado”, resumiu.
O técnico admitiu, contudo, que a equipa poderia ter feito mais para tentar conquistar a vitória, sobretudo na reação à perda da bola.
Com este empate, o Gil Vicente continua invicto e mantém-se entre as equipas com melhor arranque na I Liga, enquanto o Famalicão procura ainda a primeira vitória da temporada.
Ficha de Jogo
Jogo no Estádio Municipal de Famalicão.
Famalicão – Gil Vicente, 0-0.
Equipas
– Famalicão: Carevic, Rodrigo Pinheiro, Van Breemen, Léo Realpe, Pedro Bondo (Leny Meyer, 77), Mathias de Amorim (Óscar Aranda, 77), Marcos Peña, Gil Dias (Roméo Beney, 69), Paulo Moreira, Sorriso (Mathis Jangeal, 87) e Georgios Koutsias (Abubakar, 87).
(Suplentes: Zlobin, Matheus Mattara, Leny Meyer, Gustavo Garcia, Mathis Jangeal, Tamás Szücs, Pedro Santos, Marcos Peña, Rudi Almeida, Óscar Aranda, Roméo Beney e Abubakar).
Treinador: Carlos Carvalhal.
– Gil Vicente: Lucão, Ricardo Esgaio, Jonathan Buatu, Marvin Elimbi, Weverson, Diogo Prioste, Cáseres (Zé Carlos, 46), Joelson (Murilo, 64), Martín Fernández (Mohamed Kaba, 64), Gil Martins (Tidjany Touré, 75) e Héctor Hernández (Lausen, 87).
(Suplentes: Samuel Portugal, José Silva, Antonio Espigares, David Moreira, Gonçalo Maia, Zé Carlos, Lausen, Murilo, Carlos Eduardo, Mohamed Kaba, Tidjany Touré e Agustín Moreira).
Treinador: Luís Silva.
Árbitro: David Rafael Silva (AF Porto).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Héctor Hernández (35), Cáseres (37), Ricardo Esgaio (59), Weverson (68), Van Breemen (70) e Paulo Moreira (77).
Assistência: Cerca de 4.500 espetadores.































