Grupo do Porto é suspeito de furtos que renderam 344 mil euros em Vila Verde, Braga, Trofa, Porto e Barcelos
O Tribunal de Braga adiou, esta terça-feira, a leitura do acórdão do julgamento de sete homens, da zona do Porto, acusados de cinco furtos em armazéns e fábricas, recorrendo ao arrombamento de paredes.
Os assaltos, cometidos em Vila Verde, Braga, Trofa, Porto e Barcelos, renderam aos autores um total de 344 mil euros. O adiamento resultou de uma alteração não substancial dos factos, relacionada com detalhes do modo como decorreram alguns dos assaltos, nomeadamente um em Fafe e outro em Vila Verde.
O modus operandi do grupo era sempre semelhante: saltavam os muros, desativavam as câmaras de vigilância e, com marretas e outras ferramentas, abriam grandes buracos nas paredes para retirar produtos de valor — em alguns casos, várias toneladas de chapas de latão.
O primeiro assalto ocorreu de madrugada na Metaldufe, em Oleiros, Vila Verde. Depois de saltarem o muro, abrirem o portão e desviarem as câmaras com um pau, os assaltantes usaram marretas para abrir um buraco na parede lateral, por onde entrou um furgão. Carregaram várias toneladas de barras de latão, avaliadas em 142 mil euros, saíram para descarregar e regressaram às 05h49 para um segundo carregamento.
Em junho, tentaram um pavilhão da empresa ASMTAPS, SA, em Padim da Graça, Braga, onde saltaram o muro, cortaram as redes e abriram novo buraco na parede em busca de barras de latão — mas o alarme disparou e o grupo saiu sem levar nada.
Já em julho, durante a noite, assaltaram um armazém da MPT – Metalúrgica Progresso da Trofa, cortando a rede e abrindo um buraco de metro e meio na parede. Levaram 600 quilos de latão, no valor de 6.750 euros.
Em agosto, o alvo foi a fábrica têxtil Sociedade Comercial Smiths Lusitana, Lda, no Porto, onde, após estroncarem a fechadura, furtaram seis toneladas de fio de cobre, avaliadas em 92 mil euros.
O quinto assalto remonta a maio, quando dois dos arguidos furtaram milhares de peças de roupa de marca na fábrica MC Diviso, Lda, em Barcelos, num prejuízo de 104 mil euros.































