SPLIU desafia Governo a apresentar estudos que sustentem turmas com 30 alunos

Sindicato Independente dos Professores e Educadores questiona base científica das declarações do ministro da Educação e alerta para diferenças entre trabalhar com 24 ou 25 alunos e com 30.

O Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SPLIU) quer saber em que estudos científicos se baseia o ministro da Educação, Fernando Alexandre, para afirmar que turmas com 30 alunos não prejudicam a qualidade do ensino.

A posição surge depois de declarações do governante sobre o aumento do número de alunos por turma, com o sindicato a exigir que o Ministério da Educação divulgue publicamente as evidências científicas que sustentam essa opção.

Sindicato questiona fundamento científico

Em comunicado, o SPLIU considera “despropositada” a invocação de evidências científicas neste contexto e pede ao ministro que identifique concretamente os estudos utilizados para fundamentar a posição.

A estrutura sindical pretende ainda perceber se essas conclusões entram em contradição com a literatura pedagógica que tem associado turmas mais numerosas a maiores dificuldades no processo de ensino e aprendizagem.

O sindicato não questiona a necessidade de garantir que todos os alunos tenham acesso a uma vaga no ensino público, mas considera que essa preocupação não deve ser dissociada das condições concretas em que decorre o trabalho dos professores.

“24 ou 25 alunos” não é o mesmo que 30

Para o SPLIU, a experiência dos docentes demonstra diferenças significativas entre trabalhar com turmas de 24 ou 25 alunos e fazê-lo com 30.

Segundo a organização sindical, o aumento do número de estudantes por turma tem impacto direto na capacidade de acompanhamento individualizado e, consequentemente, nas condições em que decorre a aprendizagem.

A estrutura sindical sustenta, por isso, que a discussão sobre o número máximo de alunos por turma deve ser acompanhada por dados objetivos e evidência científica.

Ministério desafiado a divulgar dados

O SPLIU aguarda agora que o Ministério da Educação apresente as fontes, estudos e dados científicos que sustentam a decisão de permitir o aumento do número de alunos por turma no sistema educativo nacional.

A polémica coloca novamente em debate a dimensão das turmas e o equilíbrio entre a necessidade de garantir vagas nas escolas e as condições consideradas adequadas para o trabalho pedagógico.

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