Coronel deixa o Comando Territorial do Porto para suceder a Carlos Morgado. Fernando Cosme mantém-se como segundo-comandante da GNR de Braga.
O coronel Vítor Hugo Machado Lima vai assumir o comando da GNR no distrito de Braga, sucedendo ao coronel Carlos Morgado, que deixará o cargo dentro de uma semana para frequentar, em Lisboa, o curso de promoção a oficial general.
A mudança marca também o regresso a Braga de um oficial que já conhece a realidade operacional da região. Vítor Lima, atualmente segundo-comandante do Comando Territorial do Porto, comandou anteriormente a 11.ª Companhia do então Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), atualmente designado Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).
Fernando Cosme continua como segundo-comandante
Na nova estrutura de comando, o coronel Fernando Cosme continuará a desempenhar as funções de segundo-comandante.
A escolha de Vítor Lima pelo Comando Geral da GNR recaiu num oficial superior com experiência de comando, um percurso ligado à proteção e socorro e conhecimento prévio do território do Baixo Minho.
A sucessão acontece depois de Carlos Morgado ter liderado o Comando Territorial de Braga, onde conquistou um forte reconhecimento interno entre os militares.
Experiência na proteção civil
Natural da área de Infantaria, Vítor Lima apresenta um percurso profissional particularmente ligado à proteção civil e às operações de emergência.
O coronel foi promovido ao posto há três anos, por escolha, distinção que corresponde a um reconhecimento do mérito profissional demonstrado ao longo da carreira.
O seu currículo inclui ainda diversas experiências no estrangeiro e intervenções em operações de proteção e socorro.
Entre os episódios de maior destaque está a participação no combate aos incêndios na Galiza, atuação que lhe valeu o reconhecimento da Guardia Civil, da Junta da Galiza e do Governo espanhol.
“Operacional de excelência”
O percurso de Vítor Lima é também marcado por vários louvores e condecorações.
Num dos louvores atribuídos ao oficial é destacada a forma como sempre demonstrou “zelo excecional no cumprimento dos seus deveres e elevados padrões de qualidade”, com impacto na atividade de proteção e socorro.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) classificou-o igualmente como um “operacional de excelência”, salientando as suas capacidades de comando e a confiança conquistada junto dos subordinados.
Segundo a mesma entidade, Vítor Lima distinguiu-se pela competência, lealdade e capacidade de liderança em diversas operações de proteção e socorro às populações.
Incêndios, montanha e missões internacionais
Ao longo da carreira, o futuro comandante da GNR de Braga passou ainda pelo comando da Companhia de Vila Real e desempenhou funções como coordenador de Busca e Resgate em Montanha.
A sua atividade operacional incluiu campanhas de Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI), operações de apoio aos incêndios na Galiza e participação em exercícios internacionais, entre os quais o PROCIV, SARDINIA 2008 e PTQUAKE09.
Foi também uma das figuras ligadas à criação e implementação do então GIPS, estrutura que viria a dar origem à atual UEPS.
É com este percurso operacional e experiência na área da emergência e proteção civil que Vítor Lima chega agora ao comando da GNR no distrito de Braga.































