FC Porto vence Benfica por 3-1 e reforça liderança na Liga

Dragões impõem-se no clássico com golos de Gabri Veiga, Froholdt e Hwang In-Beom e aproveitam o empate do Sporting para aumentar a vantagem no topo do campeonato

O FC Porto venceu este domingo o Benfica por 3-1, no Estádio do Dragão, em jogo da 7.ª jornada da I Liga, e reforçou a liderança do campeonato.

Gabri Veiga abriu o marcador para os portistas, que chegaram ao intervalo em vantagem. Na segunda parte, Victor Froholdt aumentou a diferença, antes de Hwang In-Beom fazer o terceiro golo do FC Porto.

O Benfica ainda reduziu através de Alexander Bah, mas não conseguiu evitar a derrota no clássico.

FC Porto aproveita deslize do Sporting

Com este triunfo, o FC Porto soma mais três pontos e aproveita o empate do Sporting para aumentar a vantagem na frente da classificação.

A equipa orientada por Francesco Farioli mantém-se assim no topo da I Liga após sete jornadas, enquanto o Benfica perde terreno na luta pelos primeiros lugares.

O clássico ficou ainda marcado pela expulsão de Lenglet, que deixou o Benfica reduzido a dez jogadores.

Perante um Estádio do Dragão cheio, o FC Porto voltou a levar a melhor sobre o rival lisboeta e confirmou o bom momento no campeonato.

Farioli: «Esta noite, não houve coisas estranhas»

Treinador do FC Porto elogiou a arbitragem de Miguel Nogueira no triunfo por 3-1 sobre o Benfica e explicou as declarações da semana passada

Francesco Farioli deixou uma mensagem clara após a vitória do FC Porto por 3-1 frente ao Benfica: depois de ter falado em «coisas estranhas» na jornada anterior, o treinador italiano considerou que o clássico da sétima jornada decorreu sem episódios desse género.

O técnico azul e branco destacou a exibição da equipa de arbitragem liderada por Miguel Nogueira, depois de o treinador do Benfica, Marco Silva, ter criticado a possibilidade de os árbitros serem condicionados antes e depois dos jogos.

«Não há segredos»

Farioli começou por desvalorizar o facto de continuar sem perder frente ao Benfica em jogos do campeonato desde que assumiu o comando técnico do FC Porto.

«Não há segredos. Preparamos todos os jogos com a mesma atenção, o mesmo desejo de ser competitivos, de ter a mentalidade certa, de ser capazes de fazer o nosso jogo, de pressionar muito forte e de sofrer quando é o momento de sofrer», afirmou.

O treinador italiano destacou particularmente a reação defensiva da equipa num dos primeiros momentos do encontro.

«Numa das primeiras ações da primeira parte, onde perdemos a bola, reagimos com muitos jogadores a fechar a baliza, e houve um corte em cima da linha, com dois jogadores a saltarem quase acima da barra, a porem a cara em cada bola.»

Para Farioli, este tipo de atitude representa uma das principais características do atual FC Porto.

«Às vezes, estes elementos no futebol são um pouco subestimados, mas este grupo tem muitas destas qualidades, o que ajuda a compensar momentos de dificuldade ou algumas limitações.»

«Vamos jogo a jogo»

Apesar da vitória sobre um rival direto e do reforço da liderança, Farioli recusou fazer projeções sobre a classificação.

«Vamos jogo a jogo e não gastamos energias em cálculos ou projeções», garantiu.

O treinador reconheceu a importância de estar na frente, mas lembrou que ainda há muito campeonato pela frente.

«Claro que é importante estar onde estamos, mas há tantos jogos por disputar que seria ridículo fazer análises a longo prazo.»

Farioli apontou agora à recuperação do plantel durante a pausa para as seleções.

«Vai ser muito importante reequilibrar a equipa, recuperar os jogadores e ajustar o plantel para que, após a pausa para as seleções, estejamos na forma certa e com todos prontos para ajudar.»

Farioli explica as «coisas estranhas»

A parte mais aguardada da conferência surgiu quando o treinador foi questionado sobre as declarações de Marco Silva.

O técnico do Benfica tinha criticado a possibilidade de, em Portugal, os árbitros serem «condicionados» antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana.

Farioli recusou estabelecer comparações com o futebol inglês, mas explicou o que quis dizer na jornada anterior, quando falou em «coisas estranhas» após o triunfo sobre o Casa Pia.

«Não sei, porque nunca trabalhei na Premier League, por isso, não posso fazer comparações. Acho que o que disse na semana passada, de haver coisas estranhas, foi algo que senti.»

Desta vez, a avaliação do treinador portista foi diferente.

«Esta noite, não houve coisas estranhas. Esteve tudo bastante bem.»

Farioli terminou com um elogio à equipa de arbitragem de Miguel Nogueira, sublinhando a dificuldade de dirigir um encontro desta dimensão.

«Nunca é fácil conduzir um Clássico com esta tensão, mas acho que tudo correu da melhor maneira possível», concluiu.

Marco Silva assume derrota do Benfica no clássico: «Perdemos por culpa nossa»

Treinador encarnado reconhece erros no 1-3 frente ao FC Porto, pede maior maturidade à equipa e recusa comentar os lances de arbitragem

Marco Silva assumiu que o Benfica perdeu por responsabilidade própria o clássico frente ao FC Porto, que terminou com um triunfo portista por 3-1, na sétima jornada da I Liga.

O treinador encarnado destacou a boa entrada da equipa, mas reconheceu que o Benfica não conseguiu manter o nível apresentado nos primeiros minutos e acabou por permitir a reação do FC Porto.

«Tivemos uma excelente entrada, nos primeiros 20 a 25 minutos, dentro daquilo que era o nosso plano e a nossa identidade», afirmou.

Na análise ao encontro, Marco Silva foi direto sobre as responsabilidades pela derrota.

«Acabámos por perder o jogo por culpa nossa. Fomos nós que o perdemos, para além das coisas que aconteceram dentro do terreno, e temos de assumir isso mesmo.»

O resultado deixa o Benfica no segundo lugar do campeonato, a cinco pontos do líder FC Porto, antes da primeira pausa da temporada para os compromissos das seleções.

«Temos de voltar mais fortes»

Marco Silva reconheceu a importância dos três pontos perdidos e deixou uma mensagem à equipa.

«Perdemos três pontos importantes», afirmou.

O técnico lamentou ainda que a pausa internacional surja num momento em que o resultado do clássico deverá continuar a gerar discussão.

«Infelizmente para nós, há, agora, uma paragem e vão surgir todas as narrativas sobre o assunto. Temos de voltar mais fortes.»

Marco Silva agradeceu também o apoio dos adeptos do Benfica durante o encontro.

«Quero agradecer aos nossos adeptos o apoio incondicional desde ontem e hoje, até ao final do jogo. Infelizmente, não lhes demos o que eles mereciam, mas estamos cá para continuar a crescer.»

«Temos de ser mais maduros»

O treinador encarnado apontou a maturidade competitiva como um dos aspetos a melhorar.

«Quando digo que temos de crescer, é neste aspeto, de sermos maduros, percebermos onde queremos ir e quais os caminhos para lá chegar.»

Marco Silva destacou ainda a rapidez com que o FC Porto respondeu ao golo do Benfica.

«Sofremos um golo muito rápido após termos marcado, quando devíamos ter neutralizado a reação do FC Porto.»

Marco Silva recusa comentar arbitragem

Questionado sobre os lances polémicos do clássico e, em particular, sobre a expulsão de Clément Lenglet, Marco Silva recusou fazer uma análise individual da arbitragem.

«Em relação à expulsão, não vou fazer qualquer comentário. Se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, deve dizê-lo.»

O treinador foi depois questionado pelas declarações de Francesco Farioli, que considerou que no clássico não houve as «coisas estranhas» a que se tinha referido após o jogo com o Casa Pia.

Marco Silva optou por não entrar diretamente nessa discussão, mas deixou uma afirmação sobre o contexto da arbitragem no futebol português.

«Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis, e por vezes dá resultado.»

O técnico acrescentou que não pretende alimentar a troca de declarações.

«Não vou entrar por aí. Isso não me cabe a mim responder. Ele falou de coisas estranhas, portanto, entrem vocês nessa conversa com ele.»

«Não tenho de avaliar se passa os limites»

Sobre a expulsão de Lenglet e a alegada agressividade dos jogadores do FC Porto, Marco Silva voltou a colocar o foco na responsabilidade dos seus próprios jogadores.

«Em relação à expulsão, quero é que os meus jogadores sejam mais maduros e tenham capacidade de, havendo ou não provocações, manter o equilíbrio emocional.»

E rejeitou a ideia de que deva ser o treinador a avaliar os limites da atuação dos adversários.

«Não sou eu que vou gerir a agressividade do adversário. Estão lá quatro árbitros, mais dois no VAR, para gerir isso. Não tenho de ser eu a avaliar se passa os limites ou não», concluiu.

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