Gverreiros venceram o dérbi minhoto na Pedreira, três dias depois da eliminação da Taça da Liga frente ao mesmo adversário. Ricardo Horta, Victor Rofino (na própria baliza) e Pau Víctor fizeram os golos de uma vitória que permite ao Braga regressar aos triunfos após quatro jornadas.

O SC Braga respondeu da melhor forma à eliminação da Taça da Liga e venceu este domingo o FC Famalicão por 3-0, em encontro da 10.ª jornada da I Liga. Três dias depois de ter sido afastada da competição pelo mesmo adversário, a equipa de Franclim Carvalho conseguiu uma vitória convincente e interrompeu uma sequência de quatro jogos consecutivos sem vencer no campeonato.

Depois de uma primeira parte pouco inspirada, os arsenalistas resolveram a partida na segunda metade. Ricardo Horta abriu o marcador aos 53 minutos, Victor Rofino, na própria baliza, ampliou a vantagem aos 67 e Pau Víctor fechou as contas aos 88.

Primeira parte sem grandes oportunidades

O SC Braga assumiu desde cedo o controlo da partida, mas revelou dificuldades em encontrar espaços na organização defensiva do Famalicão. A equipa da casa circulava a bola a um ritmo baixo e sentia dificuldades para criar situações de verdadeiro perigo.

Victor Gómez, aos 34 minutos, obrigou Carevic a uma defesa apertada, enquanto Fran Navarro, pouco depois, rematou ao lado. Dorgeles também teve uma boa oportunidade, mas desperdiçou o lance com um remate às malhas laterais.

O Famalicão, por seu lado, apresentou uma postura essencialmente defensiva e raramente conseguiu aproximar-se da baliza de Bernardo Fontes.

Ricardo Horta desbloqueou o dérbi

Franclim Carvalho mexeu na equipa ao intervalo, fazendo entrar Gorby para o lugar de Vítor Carvalho, uma alteração que trouxe maior dinâmica ao meio-campo bracarense.

Aos 53 minutos surgiu o primeiro golo. Barisic cruzou com precisão para o segundo poste, onde apareceu Ricardo Horta, sem marcação, a finalizar de primeira com o pé esquerdo. O capitão arsenalista desbloqueou o encontro e apontou o primeiro golo no campeonato esta temporada.

O Braga ganhou confiança e esteve perto de ampliar a vantagem aos 59 minutos, quando Fran Navarro cabeceou na sequência de um pontapé de canto, obrigando Carevic a uma defesa de elevado grau de dificuldade.

Aos 67 minutos, a formação bracarense chegou ao segundo golo. Victor Gómez cruzou pela direita e Victor Rofino, na tentativa de resolver o lance, acabou por introduzir a bola na própria baliza.

Expulsão complicou ainda mais a tarefa do Famalicão

Aos 71 minutos, o Famalicão ficou reduzido a dez jogadores. Rodrigo Pinheiro viu um cartão amarelo e, depois de aplaudir a decisão do árbitro, recebeu cartão vermelho direto.

Com superioridade numérica, o SC Braga controlou os acontecimentos até ao final. O Famalicão apenas conseguiu criar perigo aos 86 minutos, através de um livre direto de Aranda, defendido por Bernardo Fontes.

Dois minutos depois, Pau Víctor, lançado na segunda parte, fechou o resultado. O avançado concluiu da melhor forma uma assistência de Victor Gómez e confirmou o triunfo por 3-0.

A vitória permite ao SC Braga regressar aos triunfos na I Liga e recuperar confiança depois de semanas difíceis. Já o Famalicão voltou a perder e desperdiçou a oportunidade de ultrapassar os arsenalistas na classificação.

Franclim Carvalho: «O primeiro golo libertou-nos um pouco»

Treinador do SC Braga considerou justa a vitória por 3-0 frente ao Famalicão e destacou a consistência defensiva da equipa. Técnico pede equilíbrio após o triunfo e já aponta ao compromisso europeu de quinta-feira, frente ao Aarhus.

Franclim Carvalho ficou satisfeito com a resposta do SC Braga frente ao FC Famalicão. Depois da vitória por 3-0, na 10.ª jornada da I Liga, o treinador arsenalista destacou a exibição coletiva, a consistência defensiva e a importância do primeiro golo, que permitiu à equipa jogar com maior tranquilidade.

«Fico muito satisfeito por não termos sofrido golos. Fomos consistentes defensivamente, soubemos definir bem os timings de pressão e não me lembro de uma oportunidade do adversário», analisou o técnico, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga.

O treinador destacou ainda a capacidade ofensiva da equipa, revelando que os arsenalistas realizaram cerca de 15 remates durante a partida.

«O primeiro golo foi importante, libertou-nos um pouco. Somos humanos, tínhamos um ligeiro peso. Foi uma vitória justa», afirmou Franclim Carvalho, que considera ultrapassado o desaire na Taça da Liga frente ao mesmo adversário.

«Não quero a cara de domingo, na Choupana»

Questionado sobre se pretende manter esta versão da equipa no próximo compromisso europeu, frente ao Aarhus, Franclim Carvalho foi claro: quer repetir as exibições positivas, mas não a imagem deixada na deslocação à Choupana.

«É esta cara, a cara de quinta-feira e a cara da outra quinta. Não quero a de domingo, na Choupana. Essa não se pode repetir. Já falei isso com os jogadores», afirmou.

O treinador considera que a equipa precisa de tempo para trabalhar e consolidar processos, mas lembra que esse tempo só pode ser conquistado através de resultados positivos.

«Não importa olhar para a tabela, importa somar pontos. O jogo mais importante é o de quinta-feira», sublinhou.

«Não podemos entrar em euforia»

Franclim Carvalho reconheceu que as vitórias têm influência no estado anímico do grupo, considerando que a confiança dos jogadores cresce naturalmente com os resultados positivos.

«As vitórias obviamente que ajudam. A cara de quem ganha não é igual à de quem perde», observou.

Ainda assim, o técnico pediu equilíbrio e lembrou que, depois da derrota na Taça da Liga, também não havia razões para entrar em depressão.

«Hoje fomos muito melhores do que o adversário. É importante não nos pormos em bicos de pés. Como na quinta-feira não podíamos entrar em depressão, agora não podemos entrar em euforia», alertou.

O treinador recordou que o SC Braga está a meio da fase de liga da competição europeia e que precisa de conquistar os três pontos no próximo encontro.

Gorby trouxe maior dinâmica ao meio-campo

Sobre a substituição de Vítor Carvalho por Gorby ao intervalo, Franclim Carvalho explicou que os dois jogadores apresentam características diferentes e que a alteração procurou dar maior capacidade ofensiva à equipa.

«O Vítor Carvalho deu alguma consistência. Tinha amarelo e estávamos a controlar o jogo. O Gorby esteve bem, jogou para a frente e conseguiu transportar a equipa para a frente», explicou.

O técnico deixou também uma palavra de reconhecimento a Fran Navarro, destacando o contributo do avançado no trabalho coletivo.

«Realço o trabalho do Fran neste jogo, que trabalhou muito», concluiu.

Depois de quebrar uma série de quatro jogos sem vencer no campeonato, o SC Braga procura agora transportar a confiança recuperada para o compromisso europeu de quinta-feira, frente ao Aarhus.

Ricardo Silva aponta faltas sucessivas como entrave ao ataque do Famalicão frente ao SC Braga

Treinador reconheceu a falta de capacidade da equipa para chegar ao último terço e admitiu que o único remate enquadrado, num livre de Aranda, foi manifestamente insuficiente.

Ricardo Silva considerou que o Famalicão teve dificuldades em criar perigo na derrota por 3-0 frente ao SC Braga, no Estádio Municipal de Braga. No rescaldo do encontro, o treinador reconheceu que a equipa esteve longe de conseguir chegar com regularidade ao último terço e destacou as faltas sucessivas que, na sua leitura, interromperam algumas das saídas ofensivas dos famalicenses.

«Saímos algumas vezes com sucesso, desbloqueámos a pressão do Braga, mas muitas vezes fomos travados em falta», explicou o técnico, que tentou alterar a abordagem na segunda parte, procurando explorar a profundidade. A estratégia, contudo, não produziu os resultados desejados.

O primeiro golo do SC Braga acabou também por ter impacto no estado anímico da equipa. «Com o desenrolar do jogo, o golo que aparece coloca-nos para baixo animicamente, com a expulsão ficou ainda mais complicado», afirmou.

Apenas um remate enquadrado

Questionado sobre as diferenças entre este encontro e o jogo de quinta-feira, para a Taça da Liga, Ricardo Silva afastou qualquer comparação entre as duas partidas.

O treinador admitiu, porém, que a produção ofensiva ficou aquém do esperado, apontando a falta de exploração das costas da defesa bracarense e a dificuldade em chegar ao último terço.

«Temos apenas um remate à baliza, num livre do Aranda, o que é manifestamente curto. Temos a semana para trabalhar e para corrigir isso», reconheceu.

Ricardo Silva não comenta expulsão de Rodrigo Pinheiro

Sobre a expulsão de Rodrigo Pinheiro, o técnico do Famalicão preferiu não emitir qualquer julgamento, uma vez que não tinha observado a situação.

«Não vi a situação. Não me compete estar a julgar o árbitro. Tenho de ver e tirar as minhas conclusões», afirmou.

Ainda assim, voltou a referir as faltas assinaladas ao longo do encontro, sublinhando que algumas interromperam transições que poderiam ter criado perigo junto da baliza do SC Braga.

Ricardo Silva fez questão de esclarecer que não estava a colocar em causa a arbitragem, reconhecendo que o árbitro assinalou as infrações, mas considerando que estas acabaram por condicionar a equipa.

«Algumas saídas nossas, que podiam ser boas saídas a desmontar o adversário e a chegar ao último terço, foram travadas em falta. O árbitro ajuizou bem, marcou a falta, mas condicionou e foi uma forma de nos travar», concluiu.

Ficha de Jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Famalicão, 3-0.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores

1-0, Ricardo Horta, 53 minutos.

2-0, Víctor Rofino, 67 (na própria baliza).

3-0, Pau Victor, 88.

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Barisic, Sergio Barcia, Travassos, Vítor Carvalho (Gorby, 46), João Moutinho, Dorgeles (Huseinbasic, 89), Ricardo Horta (Diego Rodrigues, 75), Gabri Martínez (Flinto Costa, 75) e Fran Navarro (Pau Victor, 84).

(Suplentes: Tiago Sá, Lagerbielke, Bajrami, Diogo Lobo, Gorby, Tiknaz, Diego Rodrigues, Huseinbasic, Flinto Costa, Pau Victor, Milosevic e Jonas Wind).

Treinador: Franclim Carvalho.                                               

– Famalicão: Carevic, Rodrigo Pinheiro, Víctor Rofino, Léo Realpe (Van Breemen, 46), Gustavo Garcia (Pedro Bondo, 62), Van De Looi, Pedro Santos (Juvenal, 76), Mathias de Amorim, Roméo Beney (Gil Dias, 76), Sorriso (Aranda, 62) e Koutsias.

(Suplentes: Zlobin, Van Breemen, Pedro Bondo, Juvenal, Serafimovic, Mathis Jangéal, Paulo Moreira, Marcos Peña, Aranda, Gil Dias, Pato e Abubakar).   

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: David Rafael Silva (Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Sorriso (21), Vítor Carvalho (40), Mathias de Amorim (40), Gabri Martínez (60, Rodrigo Pinheiro (71), Aranda (81), Fran Navarro (81), Sergio Barcia (85), Gorby (90). Cartão vermelho para Rodrigo Pinheiro (71).

Assistência: 10.915 espetadores.

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