Gabriel Cabral defendeu três grandes penalidades e foi decisivo na histórica qualificação dos famalicenses, que venceram por 3-1 no desempate. Ricardo Horta marcou dois golos no tempo regulamentar, mas o SC Braga despede-se de uma competição em que foi finalista na época passada.
O SC Braga está fora da Taça da Liga. A equipa bracarense perdeu esta quinta-feira frente ao Famalicão, por 3-1 no desempate por grandes penalidades, depois de um empate a dois golos no tempo regulamentar. Os famalicenses garantiram, pela primeira vez na sua história, a presença na final four da competição, onde vão defrontar o Sporting.
O grande protagonista da noite foi Gabriel Cabral. O guarda-redes do Famalicão, em estreia absoluta, defendeu três penáltis no desempate, depois de ter cometido a falta que permitiu ao Braga chegar ao empate já perto do final dos 90 minutos.
Koutsias e Ricardo Horta bisaram
O Famalicão adiantou-se no marcador aos 16 minutos, por intermédio de Koutsias, que aproveitou um contra-ataque rápido após um erro defensivo do SC Braga. Marcos Peña isolou o avançado grego, que finalizou dentro da área.
A equipa bracarense reagiu e chegou ao empate aos 37 minutos. Depois de uma mão na área de Koutsias, Ricardo Horta converteu a grande penalidade e restabeleceu a igualdade.
Já nos descontos da primeira parte, o Famalicão voltou a adiantar-se. Aos 45+4 minutos, Koutsias converteu um penálti assinalado por falta de Bernardo Fontes sobre Pedro Santos, colocando os minhotos em vantagem por 2-1.
Braga pressionou, mas voltou a precisar de um penálti
No segundo tempo, o Famalicão entrou melhor e esteve perto de ampliar a vantagem. Paulo Moreira obrigou Bernardo Fontes a uma defesa difícil aos 48 minutos, com o guarda-redes bracarense a travar também a recarga de Koutsias. Aos 54 minutos, Victor Rofino cabeceou à barra.
O SC Braga procurou reagir, mas revelou dificuldades para transformar a pressão em golos. Pau Víctor desperdiçou uma boa oportunidade aos 61 minutos, rematando por cima quando estava em posição favorável.
A equipa de Ricardo Silva manteve-se perigosa e o Braga continuou a procurar o empate. A igualdade acabaria por chegar aos 90 minutos, quando Gabriel Cabral derrubou Jonas Wind na área. Ricardo Horta voltou a assumir a cobrança e fez o 2-2, completando também ele um bis.
Gabriel Cabral decidiu no desempate
O empate levou a decisão para as grandes penalidades. Aí, o guarda-redes brasileiro redimiu-se do erro cometido no final do encontro e tornou-se o herói da noite.
O SC Braga apenas conseguiu converter uma das quatro tentativas, por João Moutinho, enquanto Gabriel Cabral defendeu três remates dos bracarenses. O Famalicão venceu por 3-1 e assegurou um lugar na final four.
Para o SC Braga, a eliminação representa a perda de um dos objetivos assumidos para a temporada. A equipa tinha sido finalista da Taça da Liga na época passada e chega a esta saída depois da derrota por 1-0 frente ao Nacional, na Madeira, para o campeonato.
Do outro lado, Ricardo Silva, antigo adjunto de Carlos Carvalhal, continua a ganhar terreno no comando técnico do Famalicão. Depois da goleada por 4-0 frente ao Rio Ave, no domingo, o treinador conduz agora a equipa a uma qualificação inédita para a fase decisiva da Taça da Liga.
Franclim Carvalho, treinador do Sp. Braga, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após a eliminação da Taça da Liga, nos penáltis.
Treinador do SC Braga lamentou a falta de eficácia na eliminação frente ao Famalicão, decidida nas grandes penalidades. O técnico reconheceu erros defensivos, mas destacou a atitude da equipa e garantiu que o foco passa agora pelo próximo jogo.
Franclim Carvalho não escondeu a desilusão pela eliminação do SC Braga da Taça da Liga, frente ao Famalicão, após um empate a duas bolas no tempo regulamentar e uma derrota no desempate por grandes penalidades.
Na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, o treinador considerou que os arsenalistas foram superiores durante grande parte do encontro, mas apontou a falta de eficácia como principal razão para o desfecho.
«Um jogo em que fomos melhores, criámos muitas oportunidades, mas não concretizámos. O prémio de homem do jogo foi para o guarda-redes adversário», começou por afirmar.
O técnico destacou ainda a capacidade de reação da equipa, que chegou ao empate aos 89 minutos, mas reconheceu que o objetivo de alcançar a Final Four ficou pelo caminho.
«Tivemos uma crença que quero para a minha equipa, chegámos ao empate ao minuto 89, depois não fomos competentes nos penáltis. Custa, era um objetivo nosso estar na Final Four. Queremos conquistar títulos, estar nas decisões, falhámos esse objetivo», lamentou.
Apesar da eliminação, Franclim Carvalho encontrou sinais positivos na exibição, sobretudo na rapidez de circulação e na criação de oportunidades. Ainda assim, admitiu que a equipa também cometeu erros defensivos.
«A equipa deu sinais que me agradaram, sinceramente. Tivemos muitas oportunidades, jogámos com mais rapidez, não fomos eficazes nos noventa minutos e nos penáltis também não», analisou.
O treinador deixou ainda uma mensagem sobre a reação que espera do grupo: «Amanhã temos de chegar à academia chateados e abatidos, mas domingo há mais e temos de trabalhar».
«O equilíbrio é uma questão de timing»
Questionado sobre os problemas de equilíbrio defensivo, Franclim Carvalho afastou a falta de concentração e recordou os lances que estiveram na origem dos golos do Famalicão.
«Não é falta de concentração. Sofremos o primeiro golo num lance que estava controlado pelo Arrey-Mbi, e acabámos por perder essa bola. Depois, o segundo golo, o penálti, o adversário queria sair em tabela, estamos expostos», explicou.
O técnico referiu também que os centrais estavam condicionados pelos cartões amarelos desde os primeiros minutos, situação que acabou por pesar nas opções durante o encontro.
«O equilíbrio é uma questão de timing, temos de pensar todos o mesmo. Se não podemos pressionar, vamos organizar», sublinhou.
Franclim Carvalho considerou que a equipa tentou pressionar e criar dificuldades ao adversário, mas voltou a apontar a finalização como um dos aspetos determinantes para o resultado.
Estreia de Flinto Costa mereceu elogios
A estreia de Flinto Costa pela equipa principal também esteve em destaque na conferência de imprensa. O jovem foi lançado durante o encontro e recebeu uma avaliação positiva do treinador.
«Não nos podemos esquecer que é um miúdo. Tem qualidade, tem feito o seu percurso. Optámos por chamar o Flinto, o Gabriel estava fora, acabou por entrar com energia no jogo, trouxe um contra um», explicou.
O técnico destacou ainda a personalidade demonstrada pelo jogador num momento especial da carreira.
«Era a estreia dele com a camisola principal, neste estádio, tem algum peso, mas estamos satisfeitos com a resposta dele. Foi destemido, tem um percurso longo para fazer», concluiu.
Declarações de Ricardo Silva, treinador interino do Famalicão, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após o triunfo nos penáltis sobre o Sp. Braga, que vale a passagem à «Final Four» da Taça da Liga
Treinador interino do Famalicão destacou a competência da equipa na vitória frente ao SC Braga, que garante a presença na Final Four da Taça da Liga. Sobre a possibilidade de continuar no cargo, admitiu estar feliz, mas deixou o futuro nas mãos do destino e da direção.
Ricardo Silva considerou que a passagem do Famalicão à Final Four da Taça da Liga foi um prémio merecido para a equipa, depois da vitória sobre o SC Braga no desempate por grandes penalidades, no Estádio Municipal de Braga.
Na conferência de imprensa após o encontro, o treinador interino destacou a qualidade da primeira parte dos famalicenses, reconhecendo, contudo, as dificuldades sentidas perante a reação dos arsenalistas no segundo tempo.
«Uma primeira parte muito competente da nossa equipa, esclarecidos, a fazer o que tínhamos proposto fazer. Na segunda parte o Braga empurrou um pouco para trás e tivemos dificuldades em suster esse momento Braga», analisou.
Apesar de o SC Braga ter conseguido chegar ao empate perto do final, Ricardo Silva considerou que o desempate por penáltis acabou por fazer justiça à exibição dos seus jogadores.
«Acabámos a sofrer um pouco, o Braga chega ao empate no final, mas os penáltis trouxeram justiça ao que os nossos jogadores mereciam», afirmou.
«Viemos aqui para ganhar»
A presença na Final Four era um dos objetivos assumidos pelo Famalicão para esta edição da Taça da Liga. Com a qualificação garantida, Ricardo Silva já aponta ao próximo desafio, diante do Sporting.
«Os objetivos do Famalicão passavam por estar presente na Final Four, viemos aqui para ganhar, agora passa por, quando lá chegarmos, abordar o jogo da melhor forma. Não conheço outra forma de preparar um jogo que não seja para ganhar», sublinhou.
O treinador garantiu que a equipa vai preparar o encontro com os leões com a ambição de lutar pelo apuramento para a final.
«Os nossos adeptos merecem estas alegrias»
Ricardo Silva considerou que a vitória representa um prémio não apenas para os jogadores, mas também para os adeptos e para toda a comunidade famalicense.
«É um prémio merecido para o Famalicão. Não só para os jogadores, mas para as suas gentes. Os jogadores têm qualidade, fica claro, e os nossos adeptos merecem estas alegrias», afirmou.
O técnico destacou ainda a resposta do grupo às exigências da equipa técnica e o impacto do resultado na relação com os adeptos.
«Os jogadores estão a ser competentes a colocar em prática o que lhes tem sido pedido. Devolveram aos nossos adeptos a confiança e a alegria de ver a nossa equipa a jogar», acrescentou.
Futuro em aberto: «O que tiver de ser será»
Questionado sobre a possibilidade de continuar como treinador principal do Famalicão, Ricardo Silva garantiu que não está particularmente motivado para assumir esse papel, deixando a decisão nas mãos da direção.
«Não tenho nenhuma motivação nem vontade de assumir esse papel. O que tenho dito, de forma genuína, o tempo vai trazer respostas, não só a mim, mas à minha direção. O que tiver de ser será», declarou.
O treinador reconheceu, ainda assim, que está feliz com o momento que está a viver, sobretudo pela resposta dos jogadores.
«Se me perguntassem se alguma vez imaginaria estar nesta posição, nunca imaginei, foi a vida que assim quis. Vai ser desta forma», afirmou.
E concluiu: «É inquestionável e inegável que estou feliz, essencialmente pelos jogadores. O destino vai trazer respostas a todos, será como tiver que ser».
Ficha de jogo
Estádio Municipal de Braga.
SC Braga – Famalicão, 2-2 (1-3 gp).
Ao intervalo: 1-2.
Marcadores
0-1, Koutsias, 16 minutos.
1-1, Ricardo Horta, 37 (grande penalidade).
1-2, Koutsias, 45+4 (grande penalidade).
2-2, Ricardo Horta, 90 (grande penalidade).
Desempate por grandes penalidades:
0-0, Gil Dias (defesa guarda-redes).
0-0, Ricardo Horta (defesa guarda-redes).
0-0, Marcos Peña (remate à barra).
1-0, João Moutinho.
1-1, Sorriso.
1-1, Jonas Wind (defesa guarda-redes).
1-2, Szucs.
1-2, Dorgeles (defesa guarda-redes).
1-3, Paulo Moreira.
Equipas
– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke (Barisic, 46), Sergio Barcia (Travassos, 63), Arrey-Mbi, João Moutinho, Tiknaz (Jonas Wind, 73), Pau Victor, Ricardo Horta, Gabri Martínez (Flinto Costa, 63) e Fran Navarro (Dorgeles, 77).
(Suplentes: Tiago Sá, Barisic, Bajrami, Vitor Carvalho, Gorby, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Travassos, Dorgeles, Flinto Costa, Milosevic e Jonas Wind).
Treinador: Franclim Carvalho.
– Famalicão: Gabriel Cabral, Rodrigo Pinheiro, Victor Rofino, Léo Realpe, Pedro Bondo (Gustavo Garcia, 63), Marcos Peña, Pedro Santos (Tamás Szucs, 73), Aranda (Sorriso, 73), Mathias de Amorim (Paulo Moreira, 27), Gil Dias e Koutsias (Abubakar, 63).
(Suplentes: Zlobin, Gustavo Garcia, Juvenal, Serafimovic, Van Breemen, Van De Looi, Paulo Moreira, Tamás Szucs, Roméo Beney, Pato, Sorriso e Abubakar).
Treinador: Ricardo Silva.
Árbitro: João Gonçalves (Porto).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Lagerbielke (09), Sergio Barcia (11), Koutsias (35), Pau Victor (45+5), Flinto Costa (85), Gabriel Cabral (87). Cartão amarelo para o treinador do SC Braga, Franclim Carvalho (47).
Assistência: 7.521 espetadores.
































