Lina Pinheiro questionou o ministro da Administração Interna sobre a distribuição de câmaras corporais, a formação no uso de armas de fogo, os salários e o reforço de efetivos. Terras de Bouro e Vila Verde estiveram entre os casos apontados.

A deputada do Chega eleita pelo círculo de Braga, Lina Pinheiro, exigiu melhores condições de trabalho para os profissionais da PSP e da GNR no distrito, alertando para problemas ao nível dos meios operacionais, da formação, dos salários e dos recursos tecnológicos.

A intervenção decorreu esta sexta-feira, durante a discussão do Orçamento do Estado para 2027, numa sessão em que a parlamentar questionou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre as respostas do Governo às dificuldades sentidas pelas forças de segurança.

Entre as situações identificadas, Lina Pinheiro destacou os problemas existentes em Terras de Bouro e a falta de salas adequadas para a realização de inquirições pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) em Vila Verde.

Bodycams e formação no uso de armas

A deputada quis também saber quando serão distribuídas as câmaras corporais (bodycams) aos agentes da PSP e aos militares da GNR no distrito de Braga, considerando que estes equipamentos são fundamentais para proteger os profissionais e garantir maior transparência nas intervenções policiais.

Outro dos temas abordados foi a formação no manuseamento de armas de fogo. Lina Pinheiro considerou inaceitável que alguns profissionais tenham apenas uma sessão de treino por ano, defendendo uma formação mais regular e contínua.

A parlamentar reclamou ainda a valorização salarial dos agentes e militares, o reforço dos efetivos e melhores condições operacionais para o desempenho das funções.

“Não podemos permitir que a criminalidade avance mais depressa do que a capacidade de resposta das nossas forças de segurança. Quem arrisca a vida para proteger os portugueses merece salários dignos, formação contínua, respeito e condições para cumprir a sua missão”, afirmou.

Lina Pinheiro garantiu que continuará a acompanhar os problemas das forças de segurança no distrito de Braga, defendendo que as preocupações identificadas devem traduzir-se em respostas concretas por parte do Governo.

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