Em curso estão oito buscas domiciliárias e 46 não domiciliárias, informa a Procuradoria-Geral da República.

Encontram-se em curso, esta quarta-feira, oito buscas domiciliárias e 46 não domiciliárias no âmbito do negócio das golas inflamáveis, avança a Procuradoria-Geral da República (PGR), num comunicado enviado às redações. 

A PGR confirma ainda que as buscas decorrem em vários locais, incluindo no Ministério da Administração Interna, na Secretaria de Estado da Proteção Civil, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e em Comandos Distritais de Operações de Socorro.

Mas, esclarece, “atendendo a que em alguns destes locais se desenvolvem atividades operacionais, com vista a minimizar efeitos de acidentes graves ou catástrofes, designadamente relacionados com incêndios, a concretização das diligências de aquisição de prova foi precedida de uma criteriosa análise da situação climática, sendo que as condições atmosféricas já haviam anteriormente ditado um adiamento das diligências, agora, em curso”, pode ler-se. 

A PGR informa ainda que no inquérito “investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude na obtenção de subsídio, de participação económica em negócio e de corrupção”.

Na operação participam seis magistrados do Ministério Público, cerca de 200 elementos da Polícia Judiciária (PJ), elementos da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e sete elementos do Núcleo de Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria-Geral da República.