5 de outubro: Costa partilha alerta de Marcelo de que país “não pode perder este momento”

Antonio costa

António Costa sublinhou a mensagem “muito importante” do Presidente da República no sentido de Portugal não poder “perder este momento” e aproveitar o PRR para entrar num novo ciclo económico.

Em declarações aos jornalistas na localidade eslovena de Kranj, onde chegou na tarde desta terça-feira para participar numa cimeira europeia, António Costa desvalorizou a observação da véspera de Marcelo Rebelo de Sousa, quando em entrevista à TVI comentou que “o PRR não é monopólio do PS, nem do Governo”, rejeitando mesmo a ideia que se tenha tratado de “um aviso”.

“Todos temos de estar preocupados com a utilização destes fundos [do PRR]. Este é um recurso de natureza extraordinária, que tem um impacto enorme, que tem um poder muito grande de transformação da nossa economia e, portanto, todos temos de estar preocupados em assegurar que cada cêntimo é gasto com a maior eficiência, com a maior transparência e sem qualquer suspeita de corrupção”, começou por dizer, à chegada a um jantar informal de chefes de Estado e de governo da UE.

Apontando que foi “por isso mesmo que foi montado um sistema de governação de gestão deste fundo particularmente exigente”, o chefe de Governo salientou a “dinâmica de lançamento”, observando então que essa é “outra ponte muito importante da mensagem de hoje do senhor Presidente da República, a de que não podemos perder este momento”, aludindo ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia comemorativa do 111.º aniversário da Implantação da República, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa.

“Portanto, não podemos estar aqui a perder tempo, temos de arregaçar mangas e pôr mãos à obra. O conjunto de avisos já colocado no terreno tem tido uma resposta muito positiva”, disse, saudando o facto de a sociedade portuguesa estar a “reagir positivamente a este desafio enorme que é não desperdiçar esta oportunidade única para transformar” o país.

Questionado sobre as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa no sentido de o PRR não ser um monopólio do PS ou do Governo, António Costa comentou que isso é “claro”, e considerou perfeitamente legítimas as alusões que fez ao plano de recuperação durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas.

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