Empreitada prevê quadruplicação da via ferroviária, renovação de estações e reforço da mobilidade na Área Metropolitana do Porto
A empreitada de quadruplicação do troço ferroviário entre Contumil e Ermesinde, na Linha do Minho, vai avançar com um investimento de 114 milhões de euros, depois da assinatura do contrato entre a Mota-Engil e a Infraestruturas de Portugal (IP).
A informação foi divulgada esta quarta-feira através de comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), confirmando uma das intervenções ferroviárias mais relevantes dos últimos anos na região Norte.
A obra terá uma duração de 1.385 dias, o equivalente a cerca de três anos e nove meses, e contempla a ampliação da atual plataforma ferroviária, permitindo aumentar a capacidade de circulação numa das linhas mais movimentadas do país.
Estações de Rio Tinto e Águas Santas vão ser renovadas
O projeto inclui ainda uma profunda reformulação da Estação de Rio Tinto e do Apeadeiro de Águas Santas, prevendo novas plataformas para passageiros, melhorias nas acessibilidades e criação de novos parques de estacionamento.
A intervenção pretende responder ao crescimento da procura do transporte ferroviário na Área Metropolitana do Porto, melhorando as condições de circulação, segurança e conforto para milhares de passageiros que utilizam diariamente a Linha do Minho.
Obra estratégica para a mobilidade ferroviária
Em comunicado, a Mota-Engil sublinha que a adjudicação desta empreitada representa um reforço da carteira de encomendas em Portugal e destaca a importância estratégica do projeto para a mobilidade nacional.
“Com a adjudicação deste contrato, a Mota-Engil reforça a sua carteira de encomendas em Portugal e apoia o desenvolvimento do país através de uma obra com particular relevância estratégica para a mobilidade ferroviária nacional”, refere a empresa.
A quadruplicação do troço entre Contumil e Ermesinde é considerada fundamental para aumentar a fluidez ferroviária na ligação entre o Porto, Braga, Viana do Castelo e a Galiza, permitindo também melhorar a gestão do tráfego urbano, regional e de longo curso.



































