Greve de fome e polémica em Braga: Câmara justifica “chumbo” a evento de tuning

Braga Car Show

Autarquia defende decisão com base em segurança e interesse público

Braga recusa autorização ao “Braga Internacional Car Show Verão” e aponta incidentes anteriores como fator determinante

Um elemento da organização de um evento de tuning em Braga encontra-se em greve de fome junto à Câmara Municipal, em protesto pela não autorização da realização da prova automóvel prevista para julho no Circuito Vasco Sameiro.

Carlos Silva, representante da Car Power Eventos, alega falta de resposta a contactos enviados e acusa o município de bloquear injustificadamente o evento, exigindo um parecer favorável e maior reconhecimento da comunidade ligada ao tuning.

Câmara de Braga diz decisão foi “formal, definitiva e ponderada”

Em resposta às questões colocadas, o município de Braga confirma que a decisão de não autorizar o evento foi tomada e comunicada de forma “formal e definitiva” no dia 12 de maio.

A autarquia justifica o “chumbo” com uma avaliação global das condições associadas à realização do evento, sublinhando que a análise teve em conta o interesse público e o impacto potencial na população local.

Entre os principais fatores invocados estão o histórico de problemas associados a edições anteriores, incluindo “registo de incidentes graves”, bem como “diversas queixas apresentadas por munícipes” e ocorrências relacionadas com “desacatos, confrontos e outros problemas de segurança e ordem pública”, ocorridos em 2025, quando o evento decorreu fora do concelho.

Recomendações locais também pesaram na decisão

Segundo a autarquia, a decisão teve igualmente em consideração recomendações da Junta de Freguesia de Palmeira, local onde se situa o Circuito Vasco Sameiro, recomendações essas que foram posteriormente validadas em Assembleia Municipal.

A Câmara Municipal de Braga conclui que a avaliação realizada apontou para uma elevada probabilidade de o evento gerar “mais prejuízos do que benefícios para a população e para o interesse público”, justificando assim a não autorização da sua realização.

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