Brasil, Angola e França lideram origens dos compradores estrangeiros; BdP alerta para riscos geopolíticos e possíveis impactos no mercado imobiliário
Peso dos compradores estrangeiros mantém-se elevado
Os cidadãos estrangeiros foram responsáveis por 28% das aquisições de casas em Portugal durante 2025, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (Banco de Portugal) no mais recente Relatório de Estabilidade Financeira.
O indicador confirma a importância crescente do investimento internacional no mercado habitacional português, mantendo-se relativamente estável nos últimos anos.
Brasil, Angola e França entre os principais países de origem
De acordo com o relatório, os principais países de origem dos compradores estrangeiros — incluindo residentes e não residentes — foram o Brasil, Angola e França.
O Banco de Portugal sublinha ainda que o valor médio das transações realizadas por estrangeiros tende a ser superior ao dos compradores nacionais, refletindo maior capacidade financeira ou aquisição de imóveis de gama mais elevada.
Evolução do peso do investimento estrangeiro
O peso dos compradores estrangeiros no mercado imobiliário português tem-se mantido estável desde 2019, ano em que representavam cerca de 25% das transações.
O valor atingiu um pico de 31% em 2023, antes de regressar a níveis mais próximos dos 28% atualmente registados.
Banco de Portugal alerta para riscos na estabilidade financeira
No mesmo relatório, o Banco de Portugal identifica um aumento dos riscos para a estabilidade financeira, sobretudo associados ao contexto geopolítico internacional.
A instituição alerta que um agravamento destas tensões, ou uma correção abrupta dos mercados financeiros, poderá ter impacto na atividade económica, na inflação e no valor dos ativos, incluindo o mercado imobiliário.
Possível correção nos preços das casas
O regulador admite ainda o risco de uma redução súbita e inesperada dos preços das habitações, caso se verifiquem choques externos significativos.
Apesar deste cenário, o sistema bancário português é considerado sólido e resiliente, embora o Banco de Portugal recomende uma gestão prudente dos riscos por parte das instituições financeiras.
Riscos climáticos também sob vigilância
O relatório destaca igualmente a crescente relevância dos riscos climáticos, referindo episódios recentes de fenómenos meteorológicos extremos em Portugal, com especial impacto na região Centro no início de 2026.
Estes eventos reforçam, segundo o regulador, a necessidade de considerar fatores ambientais na avaliação da estabilidade financeira e no planeamento económico de médio prazo.



































