Mensagem do Dia Mundial da Criança sublinha necessidade de políticas mais articuladas e sociedade mais consciente das desigualdades
O Presidente da República, António José Seguro, destacou esta segunda-feira a realidade da pobreza infantil em Portugal e apelou a um reforço da proteção da infância como responsabilidade coletiva, numa mensagem divulgada por ocasião do Dia Mundial da Criança.
Na nota oficial publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado sublinha que o contexto atual é marcado pelo agravamento das desigualdades sociais e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, defendendo a necessidade de respostas mais integradas entre instituições, escolas, famílias e comunidades.
“Dever coletivo” de proteger a infância
Na sua mensagem, o Presidente da República defende que a proteção das crianças deve ser assumida como um dever coletivo e estruturante da sociedade.
“Num tempo marcado pelo agravamento das desigualdades e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, precisamos de instituições mais articuladas, de comunidades mais próximas, de escolas mais inclusivas, de famílias mais acompanhadas e de uma sociedade mais consciente do dever coletivo de proteger a infância”, refere a mensagem.
O Presidente sublinha ainda que o Dia Mundial da Criança deve ser entendido não apenas como uma data comemorativa, mas também como um momento de reflexão sobre o país que está a ser construído para as novas gerações.
Dados sobre pobreza infantil preocupam
A mensagem presidencial faz referência a dados recentes sobre a realidade social das crianças em Portugal. Há cerca de duas semanas, um estudo da Nova School of Business and Economics indicou que, em 2024, existiam cerca de 301 mil crianças em situação de pobreza no país.
Para o Presidente da República, estes números reforçam a urgência de políticas públicas mais eficazes na redução das desigualdades e na garantia de melhores condições de vida para todas as crianças.
Apelo a políticas mais inclusivas
António José Seguro defende a necessidade de reforçar a articulação entre instituições públicas e privadas, bem como de promover uma maior proximidade das comunidades em relação às crianças em situação de vulnerabilidade.
O chefe de Estado conclui a mensagem alertando para a importância de colocar a infância no centro das prioridades nacionais, enquanto elemento essencial para o desenvolvimento social e futuro do país.



































