Ícone da música brasileira emociona fãs no Coala Festival e deixa no ar hipótese de despedida das digressões internacionais
Caetano Veloso deixou em aberto a possibilidade de não voltar a atuar em Portugal, numa declaração emotiva feita durante a sua recente passagem pelo país, no âmbito do Coala Festival, em Cascais.
O músico brasileiro, de 83 anos, sensibilizou o público ao referir que as viagens transatlânticas têm-se tornado cada vez mais exigentes, sugerindo que esta poderá ter sido uma das suas últimas atuações em solo português.
Momento emotivo em palco
Durante o concerto, num dos momentos mais marcantes da noite, enquanto interpretava um fado que aprendeu na infância, Caetano Veloso emocionou os presentes ao admitir que a deslocação ao estrangeiro poderá deixar de fazer parte da sua atividade artística futura.
“Talvez essa seja a última vez que eu viajo do Brasil até aqui… fico muito feliz de vir a Portugal”, afirmou o artista, numa declaração registada e partilhada nas redes sociais.
Uma carreira com mais de seis décadas
Figura central da música de língua portuguesa, Caetano Veloso construiu uma carreira com mais de 60 anos, marcada pela inovação e pela fusão de estilos musicais.
Natural de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, destacou-se na década de 1960 como um dos fundadores do movimento Tropicália, ao lado de nomes como Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes, revolucionando a música popular brasileira com a integração de elementos tradicionais e sonoridades contemporâneas.
Ao longo da sua trajetória, lançou dezenas de álbuns e temas que se tornaram clássicos, como Alegria, Alegria, Sampa, Sozinho, Você é Linda, Cajuína e Leãozinho.
Reconhecimento internacional e ligação a Portugal
O artista mantém um vasto reconhecimento internacional, sendo frequentemente apontado como uma das figuras mais influentes da música contemporânea em língua portuguesa.
Em fevereiro de 2026, Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o Grammy na categoria de Melhor Álbum de Música Global com o disco ao vivo Caetano e Bethânia Ao Vivo, resultado de uma digressão conjunta que marcou a reunião dos dois irmãos em palco.
Apesar das incertezas quanto ao futuro das digressões internacionais, a sua passagem por Cascais voltou a evidenciar a forte ligação ao público português, que o recebeu com grande entusiasmo e emoção.
































